Brasil: Temos os políticos que

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Todas as vezes em que se aproxima o período de uma eleição no território brasileiro, seja para Presidente, Senador, Deputado Federal ou Estadual, Governador, Prefeito ou Vereador, tenho a mesma impressão e percepção de quando era pré-adolescente, ou seja, percebo no mínimo três grupos ou classes de pessoas que, além de denominá-las, gostaríamos de tecer alguns comentários:

           1º Grupo: Políticos Jurássicos ou Vitalícios: os seus componentes viram uma porta aberta e totalmente escancarada, percebendo que poderiam obter uma formação profissional com o direito a um bom salário e uma ótima posição social. Além disso, embora alguns já tenham nos deixado (morreram), conseguiram inserir a sua linhagem pela mesma porta e carreira profissional. Sem querer ofender a qualquer pessoa ou família, gostaria de citar alguns nomes para relembrarmos: Antônio Carlos Magalhães (ACM), Mário Covas, Sarney, Elder Barbalho, Garotinho, Jair Bolsonaro e tantos outros.

           2º Grupo: Aspirantes e Aventureiros: as pessoas que fazem parte deste grupo, geralmente são pessoas cultas e com títulos acadêmicos, que já exercem cargos ou funções de destaque social. Em tese, mais preparadas para exercerem um cargo público (político), entre eles, podemos citar: médicos, empresários, professores, pastores, jogadores profissionais, militares de todas as corporações (do Soldado ao Coronel), entre outros.

           3º Grupo: Populistas ou Oportunistas: boa parte dos componentes deste grupo, são pessoas que não possuem bom conhecimento das diversas áreas das ciências humanas e sociais. Sem nenhum preconceito nem discriminação, queremos enfatizar aqui a realidade do povo brasileiro. São pessoas com pouco estudo e sem nenhum preparo para assumir cargos de grande relevância política e social. Muitas vezes, são estimuladas por outras pessoas, achando que apenas o fato de serem “populares”, isto é, serem conhecidas e bem relacionadas por onde passam, trabalham e residem, lhes garantirá o percentual de votos que possam ser eleitas. O pior de tudo, é que já vimos por várias vezes, muitas pessoas que fazem parte deste grupo, serem eleitas no Brasil.

           Certa vez, assisti uma entrevista na televisão onde não me recordo quem era o entrevistado, mas fiquei indignado quando disse a seguinte afirmativa: que toda pessoa comete ou já cometeu algum tipo de crime na vida. Depois de um bom tempo, recebi um e-mail que me fez refletir sobre esta questão. O grande diferencial entre o antes e depois desta entrevista, é que hoje concordo totalmente com o que disse o entrevistado. Nesse sentido, com a permissão da autora, promovi pequenos cortes ou acréscimos, para tornar público esta reflexão acerca do povo e dos políticos brasileiros. Prestem bastante atenção:

           Reclamamos de tudo e de todos; do Lula; do Mensalão; do Serra; do Sarney; da Dilma; do Roberto Jeferson, do Palocci, do Bolsonaro […]; dos políticos distritais de Brasília e do Espírito Santo. No entanto, em regra, o povo brasileiro costuma agir assim (faço parte também): Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas; Estaciona sobre as calçadas públicas; Suborna ou tenta subornar o guarda de trânsito, quando é pego cometendo infração; Troca o seu voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura; uma vaga de emprego; Fala no celular enquanto dirige; Para em filas duplas em frente às escolas; Viola a lei do silêncio; Dirige após consumir bebida alcoólica; Fura filas nos bancos, na espera do atendimento médico, utilizando-se de desculpas esfarrapadas;

           (…); Espalha mesas nas calçadas, rua ou areia da praia; Pega atestados médicos sem estar doente, para não ir trabalhar; Faz “gato” de luz, de água e de TV a cabo; Registra imóveis no cartório com valor abaixo do comprado, só para pagar menos impostos; Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto; Quando viaja a serviço da empresa, pede o atendente que aumente o valor do gasto, para ser ressarcido; Comercializa objetos doados nas campanhas de calamidades públicas; Estaciona em vagas exclusivas para deficientes ou idosos; Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado; Compra produtos piratas com a plena consciência de sua origem ilícita; Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA; Leva pequenos objetos ou ferramentas da empresa onde trabalha para casa; Quando volta do exterior, mente para o fiscal aduaneiro sobre a bagagem que traz na bagagem; Quando encontra algum objeto perdido, sabendo quem é o dono, na maioria das vezes não o devolve; Joga lixo ou a guimba do cigarro na rua; Pratica vandalismo (pichação) com os bens de uso público e particular…

           Poderíamos continuar escrevendo outras tantas atitudes que fazemos diariamente, mas iremos parar por aqui. Depois, nós (Eu e Você), nos horrorizamos ou ficamos escandalizados quando se divulgam no noticiário jornalístico, que determinada autoridade pública e política, estava desviando verbas públicas para sua conta pessoal (da esposa, dum parente ou do laranja). Ou, por exemplo, quando apresentam documentos ou notas fiscais falsas, comprovando viagens de serviços à Brasília ou ao exterior, o superfaturamento duma obra de cunho social e de grande relevância para a região em que está situada.                       

           Lembro-me muito bem, dum tempo atrás, quando um jovem e proeminente Pastor, candidatou-se a um cargo político, tendo sido muito bem votado à época, vindo a ser eleito, se não me falhe a memória, a Deputado Estadual. Mas, pouco tempo depois, durante o exercício de seu mandato, foi denunciado pela prática do “Rachid”1, reter para si, boa parte do salário pago aos seus assessores. Houve todo um processo (acredito), onde veio a perder o seu mandato, inclusive, nunca mais ouvi ou li alguma coisa a respeito desta pessoa.

           Não podemos esquecer que os parlamentares foram (ou são) escolhidos por nós e saíram do nosso meio social. Povo este que costuma querer levar vantagem em tudo, mesmo que tenha de pisar ou passar por cima de pobres coitados. Infelizmente, algumas das pessoas que estão se candidatando são tão ambiciosas (maldosas) que caluniam, inventam coisas e ofendem os seus oponentes. Ou, ainda, podem até mandar fazer alguma coisa contra a vida de seu adversário político (já vimos isso acontecer). Minha postura e opinião acerca da política brasileira, está pautada nas Escrituras Sagradas, que diz assim: “Desviaram-se todos (inclusive os políticos Cristãos), e juntamente se fizeram imundos (se corromperam); não há quem faça o bem (que busque o bem da coletividade); não, nem sequer um” (Salmo 55:3; Romanos 3:10-12).

           Esta é a mais pura e dura realidade do tempo em que estamos vivendo. Se quisermos mudanças comportamentais dos políticos brasileiros, ela deve partir e começar por nós, dentro de nossa casa, no setor do trabalho, na rua, na igreja, etc., isto é, deve ser realizada por mim e por você. Devemos mudar a fala sobre a necessidade de se deixar um mundo melhor para os nossos filhos, quando na verdade, deveríamos dizer: Precisamos deixar filhos melhores para o nosso mundo. Um bom momento de promovermos algumas mudanças e de forma lícita, é agora, indo as Urnas.

 

Mateus 7:3-4. E por que reparas tu no argueiro (cisco; juízo do outro) que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?

 

           Por certo, é muito fácil atirar pedras no telhado do vizinho, mas temos que ter muito cuidado, pois o nosso telhado pode também ser de vidro! A nossa sugestão, é que você veja quem são os Candidatos ao cargo público de seu Município (a sua vida pregressa), avalie e, depois, vote consciente.


1  Rachid. Termo popular para o ato de corrupção em que um político, exercendo seu mandato, exige para si parte do pagamento de seus assessores.Brasil

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