O Cristianismo e as Religiões e Seitas comparadas

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Muitas pessoas que ainda não reconhecem ou se renderam a Cristo, costumam questionar aos seus seguidores, quando afirmam acreditar num único Deus e acerca de sua postura e firmeza na fé cristã. Eles costumam apesentar um argumento de que as outras (ou a sua) religiões e algumas seitas, são compatíveis e similares com o cristianismo.

Além disso, dizem de que não deveríamos defender a singularidade de Jesus Cristo, como sendo o único caminho para se conhecer e assegurar a salvação eterna. Nesta abordagem, será apresentado algumas diferenças entre o cristianismo e outras religiões e/ou seitas. Embora, alguns adeptos destes outros segmentos ditos religiosos, defendem haver uma grande similaridade com a doutrina de Cristo.

Para tanto, na Enciclopédia de Estudos de Teologia, que foi a fonte maior de pesquisa e registros desta abordagem, os seus autores afirmam de que o cristianismo não é nada compatível com qualquer outra religião ou seita, como querem afirmar muitas pessoas.

Vale ressaltar, que iremos apresentar sobre muitas crenças, mas de forma sintética, deixando bem claro para o leitor, que estes vários grupos religiosos (ou seitas) não tem nada de cristãos (ou com o Cristianismo).

Inclusive, sugestionamos ao leitor deste artigo, observar com mais detalhes, a incompatibilidade entre o cristianismo com as religiões não cristãs e, também, com o ocultismo. Passemos então, a conhecer alguns pontos interessantes e salientes de cada uma destas crenças, religiões ou seitas.

Desenvolvimento

          Vamos pontuar, sobre os pontos mais salientes e importantes de cada uma destas religiões, inclusive acerca do Cristianismo Bíblico. Após toda a apresentação, caberá a você, leitor, observar as diferenças e/ou similaridades existentes entre elas:

        . O Cristianismo: tem como sua maior figura ou personagem, a pessoa de Jesus Cristo. Ele é o fundador de uma das maiores religiões do mundo – o Cristianismo. Os seus ensinos e instruções foram chamados de “Boas Novas” ou “Boas Notícias”. No idioma grego, a sua tradução passou a ser chamada de “Evangelhos”.

        Esta boa notícia de Jesus, basicamente fala acerca da vocação sublime do homem e da alegria originária de sua união com o seu Criador. O cristianismo foi fundado por volta dos anos 30 a 33 depois de Cristo (d.C.), na Judeia, região situada na Palestina, onde atualmente se encontra o estado de Israel. A doutrina apresentada por Cristo, passou a ser apresentada na forma escrita, sendo que o Antigo Testamento (AT) foi escrito nos idiomas hebraico e aramaico. Enquanto que o Novo Testamento (NT) foi escrito no idioma grego.

        A palavra Bíblia tem sua origem no idioma grego – “Biblion”, e quer dizer “coleção de pequenos livros”. Sendo composta por 66 livros: 39 dispostos no AT e 27 no NT. O Cristianismo é monoteísta, ou seja, há somente um Deus, mas ele é Trino: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Vale ressaltar que estas três pessoas divinas, são distintas em suas atuações, mas cada uma delas é plenamente Deus.

        Vale lembrar que a palavra trindade não é mencionada textualmente na Bíblia, mas podemos identificá-la presente em alguns textos; tais como: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança …” (cf. Gênesis 1:16). Outra narrativa que é possível identifica-la, está registrada, na passagem em que Jesus foi ao local onde João, o Batista, estava para ser batizado por ele: “E sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (cf. Mateus 3:16-17).

        Nestas duas passagens bíblicas, podemos observar a “Trindade Santa” em atuação: o Deus-Pai, o Deus-Filho e o Deus-Espírito Santo. Pode-se dizer que o maior propósito das Boas Novas de Cristo – o Cristianismo, foi e é a apresentação da salvação eterna, que é obtida pela graça de Deus e não meramente pelas obras. Jesus Cristo jamais ensinou sobre a necessidade de se conquistar a perfeição pelos esforços e méritos pessoais. O principal de sua mensagem, foi e continua sendo que o Verbo se fez Carne, o Verbo eterno, por sua vida, paixão e morte, reconciliou a humanidade pecadora com o seu Deus, o seu Criador.

        Em todo o ensinamento passado por Jesus, principalmente em relação em adoração a Ele, deveria ser usualmente praticada nas igrejas, de forma coletiva. Dito em outras palavras, seus seguidores deveriam se reunir, sem nenhuma necessidade de haver cerimônias secretas. E deixou muito claro, de que o batismo nas águas e a celebração da Ceia do Senhor, são duas ordenanças essenciais e fazem parte da comunhão cristã.

        Por fim, após a nossa morte física, todos irão passar pelo juízo final, tanto as pessoas salvas como as perdidas que hão de ressuscitar. Vale lembrar, de que Jesus jamais deixou qualquer abertura quanto a possibilidade de reencarnação. Ele foi bem claro e explícito ao ensinar acerca da existência do céu e a eternidade do inferno. Em muitos de seus sermões, apontava para os tremendos castigos depois da morte e de que seriam sem fim.

        . O Islamismo: a sua figura ou personagem de maior expressão chama-se Mohammed. Ou simplesmente Maomé. Ele fundou o Islamismo no ano 610 d.C., na Arábia Saudita. O seu pai Abdallah, faleceu quando ele estava no ventre de sua mãe, de nome Amina. Ela veio a falecer quando Maomé estava com seis anos de idade. A partir da morte de seus pais, ele passou a ser criado pelo seu avô, Abd al-Mottalib, vindo também a óbito, dois anos depois. A partir desta outra tragédia em sua vida, ele passou a ser custodiado por seu tio, de nome Abu Talib

        Seus primeiros anos de vida não foram nada fáceis. Passou a ser comerciante e condutor de caravanas no deserto. Quando estava com seus vinte e cinco anos, casou-se com uma viúva muito rica, de nome Cadija. Ele passou a administrar a sua riqueza e os seus negócios. Em uma de suas buscas espirituais, retirou-se para uma caverna no monte Hira, próximo da cidade de Meca, na Arábia Saudita. Ele estava com quarenta anos de idade nesta ocasião (ano 610 d.C.).  

     Neste local, segundo relato do próprio Maomé, ele disse ter tido um encontro com o anjo Gabriel, que lhe explicou o que ele deveria fazer como sendo servo de Alláh. No idioma aramaico é escrito como “Elah” e no idioma hebraico como “Elohim”. A partir deste encontro, Maomé ficou certo de ter recebido um chamado divino, para propagar a unidade e transcendência de Aláh, com o propósito de alertar o povo acerca do juízo final e lhes informar sobre as recompensas dos fiéis no paraíso e do castigo dos infiéis no inferno.

        A fé que fora propagada por ele, definiu-a como sendo Islã, palavra cujo significado é “submissão” a Deus. E aqueles que se submetem (obedecem) a Aláh, considerando-o como o único e verdadeiro Deus, são chamados de muçulmanos. Palavra originária do idioma árabe “muslim” – que significa “aquele que se submete”.

        O livro sagrado para os muçulmanos é o Alcorão, escrito no idioma árabe. Segundo a tradição islâmica, Aláh, por intermédio do anjo Gabriel, recitou a mensagem do Alcorão para Maomé, num período de vinte e três anos. Afirmam eles, que este conteúdo veio de uma tábua que estava conservada nos céus. O Alcorão é constituído de 114 capítulos, que são costumeiramente chamados de “Suras”. A sua estrutura literária foi composta de forma que os capítulos vão diminuindo de tamanho e são apresentados na ordem decrescente.

        Para o islamismo, há somente um “deus Todo-Poderoso e absoluto”, que é chamado de Aláh. Esse mesmo deus é visto como um juiz severo, que não é nada amoroso e muito menos como tendo um filho. Quanto a pessoa de Jesus, ele não é reconhecido como Deus, nem como Filho de Deus, nem mesmo como Salvador e, muito menos, que foi morto pelo pecado de alguém e nem ressuscitou. Na Teologia islâmica, Jesus é um dos 124 mil profetas enviados por Deus a diferentes culturas (nações), como o foi Abraão, Moisés e Maomé. Ele não foi crucificado (ascendeu ao céu sem ter sido morto), mas regressará no futuro para viver e morrer.

        Os Eruditos muçulmanos, veem no anjo Gabriel como sendo o Espírito Santo de Deus. A salvação para os muçulmanos, é conquistada por obras, quando os bons serão recompensados com bebidas, carnes de pássaros e virgens adolescentes, enquanto que os maus serão lançados no inferno. Segundo defendem, haverá um dia para o juízo final que, segundo muitos acreditam, será inaugurado por Jesus. Quanto a morte, dizem ser a passagem deste mundo físico para outro. Os mortos serão lavados e envolvidos em panos (semelhante aos trajes dos peregrinos), depois será feita a oração fúnebre e o sepultamento dos seus corpos, com rosto voltado para a cidade de Meca.

        Os adeptos do islamismo são chamados de muçulmanos. Eles vão as mesquitas (templos) para orar, ouvir os sermões e conselhos. Os cinco pilares do Islamismo são:

  1. Confessar que Alah é o único deus verdadeiro e que Maomé é o seu profeta;
  2. Orar cinco vezes por dia voltados para Meca;
  3. Dar esmolas;
  4. Jejuar durante o mês do Ramadã (Ar-Ramad), cuja palavra significa “Calor Escaldante”. É o nono mês do calendário islâmico. O jejum vai desde o nascer até o pôr do sol. Eles acreditam que foi neste mês, que Mohammed recebeu a revelação do Alcorão, feito pelo anjo Gabriel;
  5. Fazer uma peregrinação a cidade de Meca (pelo menos, uma vez na vida).

        Podemos destacar desta religião – o Islamismo, em nossa humilde interpretação, alguns pontos que se assemelham ao Cristianismo:

  1. Os Muçulmanos ou Islâmicos são monoteístas, isto é, acreditam na existência de um único Deus;
  2. Tem na pessoa de Mohammed – Maomé, como o seu maior expoente, muito similar ao Cristianismo, em relação a pessoa de Jesus Cristo;
  3. Eles acreditam também de que haverá um juízo final e, que,
  4. Neste dia do juízo final, haverá a separação dos bons (fiéis, ovelhas) e dos maus (infiéis, bodes). Onde os bons serão recompensados (gozo, paraíso), enquanto que os maus sofrerão castigos (tormentos, inferno).

        Logicamente, que poderíamos ressaltar vários pontos distintos entre estas duas religiões, mas fizemos questão de acentuar somente os pontos em que vimos algum tipo de semelhança, embora com algumas distinções (o nome de Deus, do Profeta, entre outras coisas).

        . O Budismo: o termo ou nome desta “religião”, tem origem derivado de um título Honorífico (de respeito ou de honra) que foi atribuído ao asceta[1] itinerante chamado de Gautama Siddhartha, o Buda. Ele surgiu na Índia por volta do quinto século antes de Cristo. O propósito de sua criação, deu-se como um movimento de reforma da religião predominante dos sacerdotes hindus, os brâmanes. Eles eram a primeira e mais elevada das quatro castas[2] indianas.

        Só para deixarmos registrado, o Hinduísmo ficou restrito ao seu país de origem – a Índia, seguido também pelo Taoísmo, que não se expandiu, ficando limitado em seu território – a China. Enquanto que o Budismo foi a primeira religião oriental (Ásia) que se expandiu e chegou em outros países. E o interessante é que a maioria dos budistas não vivem em seu país – a Índia, mas no Leste e Sudeste Asiático, ou seja, em Myammar, Birmânia, Tailândia, Laos, Camboja, Vietnã, China, Coréia e Japão.

        E tem avançado também para o mundo ocidental, isto é, chegado nas Américas e na Europa. Estima-se que existem atualmente no mundo, por volta de trezentos milhões de budistas. Os seus adeptos, acreditam que o Buda (Siddartha Gautama) é “o iluminado” e seu fundador. E isto se deu por volta do ano 528 a.C. (Século VI), na Índia. O livro sagrado dos seguidores de Buda é dividido em três “Cestas” (Tripitaka)[3]:

        . Primeira Cesta: Vinaya ou Vinayapitaka – é a disciplina ou prescrições para os monges.

        . Segunda Cesta: Sutras ou Sutrapitaka – são as pregações de Buda.

        . Terceira Cesta: Abbidaramma ou Abbidharmapitaka – é a exposição da doutrina búdica.

        Nesta religião existem vários deuses e Buda não distinguiu um Deus criador e soberano do Universo. Deus ou deuses não desempenham nenhum papel no budismo, sendo, por isso, algumas vezes considerada uma religião ateia (que não crê em Deus). Jesus Cristo é totalmente indiferente para os budistas. Os seguidores desta religião que são do Ocidente, geralmente, veem Jesus como sendo um homem iluminado. Enquanto que o Espirito Santo não faz parte de sua crença. Eles acreditam na autossalvação, isto é, basta acreditar e seguir as máximas de Buda e chegar-se-á à salvação por suas próprias forças do nirvana.

        Este termo – Nirvana, tem sua origem no sânscrito e significa “Estado de libertação que é alcançado pelo próprio ser humano”. O nirvana búdico é um estado que escapa á fatalidade do futuro, onde os “bem-aventurados” vivem em êxtase depois da morte. Eles defendem que não há céu nem o inferno, as pessoas não tem alma e espírito. Mas que há somente o nirvana, isto é, a libertação final. Vale registar que o budismo se dividiu em diversas escolas, sendo que a doutrina do Lótus (significa pureza do corpo e da mente, renascimento) é a mais típica.

        Normalmente os budistas fazem peregrinações em quatro lugares principais: 1. Onde Buda nasceu; 2. Onde Buda recebeu a iluminação; 3. Onde Buda deu andamento a Roda da Lei (seu primeiro sermão) e; 4. Onde Buda entrou no nirvana.

        A partir o primeiro século a.C., ele começou a ser representado por uma imagem e, posteriormente, passou a ser adorado pelos fiéis.

        . O Hinduísmo: esta religião também teve origem na Índia. Segundo alguns estudiosos, na Índia existe uma grande variedade de religiões e afirmam ser muito difícil definir ou conceituar o que vem a ser o hinduísmo. Isto se deve, tendo em vista que a Índia absorveu influências culturais e religiosas de diversas civilizações. O ser divino que recebe muita reverência e adoração pelo povo indiano, chama-se Brahma.

        Segundo registros históricos, é o primeiro deus da Trimúrti, isto é, a trindade do hinduísmo, sendo que os outros dois deuses são: Vishnu e Shiva. Vale ressaltar logo aqui, uma similaridade com a Trindade Santa, que é apresentada pelos seguidores do Cristianismo: Deus, Jesus Cristo e o Espírito Santo.

        O deus Brahma, segundo a crença indiana, é o deus da música e das canções, tendo sua imagem representada como de um ser de muitas faces. Além disso, seus adeptos e seguidores, o consideram como a força criadora ativa no universo. Os hindus se utilizam da leitura de diversos documentos para que sejam observados e seguidos. Entre eles, podemos destacar os principais: o Bhagavad-Gita (antigo), os Brammas (manuais para sacrifícios), os Upanichades (comunicações confidenciais), os Vedas (o Saber) e os Puranas (antiguidades).

        Sua crença fundamental é o da existência de um espírito universal chamado de Brahma, cujo significado é a “alma do mundo”. E esta alma, também é conhecida e chamada de Trimurti, ou seja, o deus trino e uno. Sendo que o Brahma é tido como o criador; Vishnu (ou Krishna) o conservador e o Shiva, como sendo o destruidor.

        Jesus Cristo para eles, não passa de um mestre, guru ou de um avatar[4] (uma encarnação de Vishnu). Além disso, defendem que ele é um filho de Deus, assim como são os outros (deuses). A sua morte não expia (ou) nenhum pecado e não acreditam em sua ressurreição. Enquanto que o Espírito Santo não faz parte de sua crença.

        No que se refere a salvação eterna, defendem de que os bons serão recompensados, encarnando-se numa casta superior. Segundo eles, o destino dos hindus já está determinado e não há qualquer modo pelo qual possam escapar do Karma (termo originário dos budistas, hinduístas e Jainistas), isto é, da força ou do movimento. Defendem de que nem mesmo qualquer deus pode intervir para alterar este destino. A salvação final, para eles, é a sua união com Brahma.

        Muitos de seus adeptos ou discípulos, usam túnicas alaranjadas e têm a cabeça raspada. Outros tantos, adoram ídolos de madeira e de pedra em seus santuários, que são locais de suas peregrinações e de cultos públicos, principalmente em certas solenidades do calendário litúrgico: “  

Salmo 115: 2-8. Porque dirão os gentios: Onde está o seu Deus? Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou. Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não veem. Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. A eles se tornem semelhantes os que os fazem, assim como todos os que neles confiam.

        Este tipo de idolatria a deuses mortos, sempre foi um dos maiores pecados praticados pelo povo de Deus (Hebreus, Israelitas ou Judeus), desde a sua formação e durante todo o seu tempo de vida, seja na época do Antigo Testamento ou do Novo Testamento.

        . O Judaísmo: podemos apresentar uma definição bem simples acerca deste termo ou palavra, como sendo a religião dos judeus. Afirmam os exegetas e estudiosos das escrituras, que o judaísmo é considerado a primeira religião monoteísta a surgir na história da humanidade. Para os judeus, Deus fez um acordo com o patriarca Abraão, para que ele se tornasse o genitor do povo escolhido por Jeová. Entretanto, o judaísmo só foi institucionalizado pela intermediação de outro grande patriarca, cujo nome em hebraico é “Môshéh”, ou simplesmente, Moisés.

        Atualmente, a religião ou fé judaica, é praticada em vários países do mundo, porém, uma grande concentração de seus adeptos se encontra no Estado de Israel. O seu primeiro registro ou revelação, surgiu quando Deus chamou Abrão, que era filho de Tera, lá na região de Ur dos Caldeus (região da mesopotâmia, perto do rio Tigre e Eufrates, no atual Iraque), quando vivia com sua família idólatra. Neste local, foi feita uma aliança entre Jeová, Abraão e os seus Descendentes:

Gênesis 12:1-3. Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.

        E nesta aliança, já foi estabelecido o sacrifício de animais e um pouco mais adiante, o ritual da circuncisão[5]. Só para ressaltar, a palavra mesopotâmia é de origem grega e significa “terra entre rios”. Neste caso, os rios Tigres e o Eufrates, no Oriente Médio. Portanto, Ur dos Caldeus ficava entre dois rios e também era conhecida como Caldéia. Na atualidade, essas regiões ou áreas, estão localizadas na Síria, Iraque e Turquia.

        A Bíblia dos judeus ou o Antigo Testamento hebraico é mais conhecido como Tanak (ou Tn”k). Esta palavra é o acrônimo[6] formado a partir das três primeiras letras das divisões tradicionais do texto massorético: Toráh (a Lei) Nev’im (os Profetas) e Ketuvim (os Escritos – livros Sapienciais). No Evangelho de Jesus Cristo, que fora transcrito pelo médico e evangelista Lucas, podemos observar esta divisão, de forma tríplice: “E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos (cf. Lucas 24:44).

        Vale acentuar de que os livros do Antigo Testamento Hebraico, costumam ser diferentes de outras versões, ou seja, ele possui 24 livros, mas que são exatamente iguais (conteúdo textual) aos 39 livros das Bíblias protestantes. Isto se deve, pelo motivo de que os profetas menores (12 livros) foram codificados em apenas um livro. Como o são também, os dois livros de 1 e 2 Samuel, de 1 e 2 Reis, e de 1 e 2 Crônicas, entre outros.

        Outros livros são aceitos pelos judeus, como sendo revelação direta de Jeová, entre eles, destaca-se o Talmude. Pode-se afirmar que esta palavra em uma de suas origens etimológicas, neste caso, derivada do termo hebraico “Lamad”, significa ensinar, instruir ou aprender. O Talmude não é apenas um livro, mas uma coleção de livros e com muitas tradições orais, inclusive com sua apresentação dividida de forma quadrupla: Mishnah, Targumin, Midrashim e Comentários.

        Eles também são absolutamente monoteístas, onde defendem de que Deus é somente um. Uma Unidade Indivisível. Para os judeus ortodoxos, Deus é pessoal, Todo-Poderoso, eterno e misericordioso. Enquanto que para outros judeus, Deus é impessoal, incognoscível (o que não pode ser conhecido) e definido de outras tantas maneiras.

        Para o incondicional monoteísmo judaico, a doutrina da Trindade é profundamente objetável (que pode ser discutida ou alegada em sentido contrário), tendo em vista que na concepção judaica, trata-se de uma concessão ao politeísmo. Quanto a pessoa de Jesus Cristo, o judaísmo não o qualifica como sendo profeta, mestre ou rabino. Os judaizantes não defendem ser ele o Messias, argumentando de que ele não estabeleceu a paz universal e a justiça social para toda a humanidade e, também, não redimiu o povo de Israel.

        Os judeus ortodoxos acreditam que o Messias vai restaurar o reino judaico e irá governar finalmente o mundo. Quanto a salvação, alguns judeus creem que a oração, o arrependimento e a obediência a lei, são necessárias para conquista-la. Para eles, a doutrina do pecado original é totalmente inaceitável. Eles acreditam e defendem de que o homem veio ao mundo sem pecado, com a alma pura e inocente. Em outras palavras, sem mácula.

        A prevalência entre eles, pauta-se na crença, de que os pecados do ser humano foram (e são) consequências de sua imperfeição. Contrariamente ao que defende e pensa o cristianismo, como sendo uma herança vinda do pecado original, praticado por Adão e Eva. Para os adeptos e seguidores do judaísmo, com a morte terminam todos os planos e atividades do ser humano. Defendem que os mortos não tomam conhecimento do que acontece na terra.

        Neste sentido, existe uma forte crença entre os judeus, de que o Messias aparecerá e os mortos serão ressuscitados. Destes, aqueles que tiveram e/ou viveram uma vida piedosa, irão se deslocar por debaixo da terra até chegarem em Israel, quando lá serão ressuscitados (livro judaico dos porquês, pg. 60). Entre as doutrinas não aceitas pelos judeus, podemos citar; o pecado original, a virgindade de Maria, a santíssima Trindade e a expiação vicária (substitutiva) de Jesus. As correntes ortodoxa e conservadora do judaísmo, exigem que o varão (o homem), para se converter a sua religião, deve ser circuncidado, como parte do ritual de iniciação.

        Eles, os judeus, tem várias datas comemorativas ou dias festivos e santos, algumas delas são: a Pessach (páscoa), o Yon Kippur (dia do perdão eterno), o Sukot (festa dos tabernáculos ou tendas), o Rosh Rashaná (ano novo judaico) e o Purim (Pur, que quer dizer sorte). Eles têm como costume se reunirem em sinagogas, ou seja, igrejas judaicas, todos os sábados. A cidade de Jerusalém é considerada por eles, como sendo a cidade santa.

        . O Mormonismo: os seguidores desta religião são chamados de Mórmons e são adeptos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Ela foi fundada por Joseph Smith Júnior, nascido em Sharon, nos Estados Unidos. Segundo registros históricos, no ano de 1823, ele recebeu a visita de um anjo que lhe revelou um local, onde estavam escondidas algumas placas de ouro, perto de Palmyra, no Estado de Nova York. Nelas, estavam registrados alguns escritos que, segundo dizem, um suposto “deus” fez com que Smith as traduzissem e escreveu o livro de Mórmon.

        A sede da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, se encontra em Salt Lake City, no Estado de Utah, nos Estados Unidos da América. Seus adeptos dizem que todas as bíblias foram adulteradas e que somente a versão inglesa, King James, contém a palavra de Deus. Eles adotam três livros, como sendo a revelação final de Deus para suas vidas: Doutrina e Convênios, Pérola de Grande Valor e o Livro dos Mórmons, como a obra principal da religião (ou seita).

        Em sua doutrina, ensinam que Deus foi um homem normal, mas que progrediu até tornar-se um Deus. Depois, mesmo sendo Deus, continuou possuindo um corpo de carne e osso, conforme se lê: “O próprio Deus já foi como nós somos agora – Ele é um homem exaltado, entronizado em céus distantes”. Em sua teologia, os deuses e as deusas podem copular (ter relação sexual com finalidade de gerar um novo ser), para gerarem filhos espirituais no céu”[7].

        O Pai deste planeta (celestial), teve vários filhos e filhas, com a sua esposa-deusa, do qual Jesus Cristo foi o seu primogênito, conforme a própria declaração de Smith: “Entre os filhos espirituais de Elohim, o primogênito é Jeová, ou Jesus Cristo, de quem todos os demais são irmãos menores.

        Quanto ao Espírito Santo, nada mais é do que “(…) uma Pessoa-Espirito, um Homem-Espírito ou uma Entidade-Espírito”. Noutro de seus escritos, está registrado de que o Espirito Santo é o terceiro membro da Deidade (Trindade). É um Espírito na forma de um homem”. Em relação a salvação eterna, a sua doutrina ensina acerca dos ressuscitados pela graça, mas salvos (exaltados à divindade) pelas obras, inclusive a lealdade aos seus líderes. E que só haverá vida eterna para aqueles que forem da Igreja Mórmon.

        Eles ensinam de que milhões de pessoas serão salvas após a morte, tendo em vista que no “mundo dos espíritos”, o evangelho será ensinado para aqueles que morreram sem terem tido a oportunidade de aceitar Jesus Cristo e o seu Evangelho. Eles defendem o batismo por imersão (mergulhar em água), o ato de dizimar, as ordenanças, o matrimônio e as cerimônias secretas no templo. Nestas reuniões, somente os membros de boa reputação podem participar.

        O sucessor de Joseph Smith, foi Brigham Young, que passou a ensinar que “há certos pecados que o homem pode cometer, para os quais o sangue expiador de Cristo de nada vale”. Desde a sua fundação (1805) até o ano de 1978, as pessoas da cor de pele negra (afrodescendentes), não podiam ter acesso ao sacerdócio mórmon e a outros tantos privilégios.

        . As Testemunhas de Jeová: o seu fundador foi Charles Taze Russel, que era filho de presbiterianos da linhagem escocês-irlandesa. Uma atuação forte deste grupo religioso, volta-se acerca do seu proselitismo, isto é, fazem um esforço continuo e diário, para converter alguém para a sua crença e religião. Para que isso aconteça, eles andam de dois em dois, batendo de porta em porta das casas, oferecendo-lhes cursos bíblicos e distribuem seus periódicos. Eles se reúnem para seus cultos nos Salões do Reino, como o denominam.

        Eles possuem muitas literaturas e folhetos, para distribuírem nestas visitas cotidianas, entretanto, os mais importantes são: Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, a Bíblia de uso particular das Testemunhas de Jeová, revista a Sentinela e o periódico despertai, entre outros. Seus adeptos acreditam que a Bíblia não pode ser entendida sem a orientação da Sociedade Torre de Vigia. O Deus cultuado e reverenciado por eles, não é onipresente (não se faz presente em todos os lugares) e nem onisciente (e não sabe de todas as coisas).

        Segundo eles defendem, Jesus Cristo era o Arcanjo Miguel, antes de vir ao mundo. Quando ele esteve na terra, foi um homem que teve uma conduta e vida exemplar (perfeitamente). Quando ele foi morto, não numa cruz, ressuscitou como espirito e o seu corpo foi destruído. Portanto, o homem Jesus não existe mais e nem virá outra vez a terra. Eles acreditam de que ele já tenha vindo em espírito (de forma invisível), inclusive determinam a data desta sua vinda, como sendo o ano de 1914.

        Eles negam a existência, a personalidade e a divindade do Espírito Santo. Dizem de que ele é a força ativa de Jeová, um poder ou uma influência divina. Defendem de que a salvação eterna deve ser conquistada aqui na terra. E de que ela, a salvação, está limitada para as 144 mil pessoas, isto é, os “cristãos ungidos”. E, quanto a estes, viverão no céu como seres espirituais.

        No tocante ao restante das pessoas, a grande multidão, viverão na terra obedecendo a Deus durante os mil anos. Passado este tempo, deverão suportar a prova final (juízo), quando Satanás será solto do poço do grande abismo. As suas reuniões ocorrem aos domingos e uma vez por ano, celebram a Refeição Noturna, mas somente os ungidos é que podem participar.

        Eles não comemoram feriados e nem as festividades “mundanas”, não saúdam a bandeira, não prestam serviço militar e nem aceitam a transfusão de sangue. Acreditam que a guerra do Armagedon está muito próxima.

        . Os Adventistas: eles são denominados e conhecidos como Adventistas do Sétimo dia. O seu surgimento se deu por volta da metade do Século XIX, inicialmente na pessoa de William (Guilherme) Miller, que era um pregador leigo[8], dando ênfase ao retorno de Cristo a terra. Para fundamentar sua ministração, ele tomou por base Daniel 8:14, que versa assim: “E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado”. Depois disso, ele determinou uma data prevista para a sua volta, como sendo 22 de março de 1843.

        Entretanto, este dia previsto e tão esperado chegou, mas nada de inovador aconteceu. Ele fez seus cálculos matemáticos (2.300 tardes/manhãs), com base no que está registrado no livro de Números 14:34, que diz assim: “Segundo o número dos dias em que espiastes esta terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniquidades quarenta anos, e conhecereis o meu afastamento”.

        Ele refez os seus cálculos, pois havia feito suas contas, com base no calendário hebraico em vez do calendário romano. Assim, determinou uma nova data prevista para a volta de Cristo, como sendo 22 de outubro de 1844. Mas, novamente este dia chegou e nada de diferente aconteceu, levando frustações e muita decepção para seus seguidores. Este dia foi denominado como o “Grande Desapontamento”. Com isso, Miller abandonou suas ideias ou convicções proféticas e voltou a comunhão com sua ex-igreja, até o dia de sua morte.

        No entanto, muitas pessoas não abandonarem a mensagem pregada por Miller. Depois deste dia, surgiram vários grupos dissidentes e, três deles, se uniram para formar uma nova igreja baseada com uma nova interpretação sobre aquela apresentada por ele. Hiram Edson, Joseph Bates e Ellen Harmon (depois, White). O primeiro, Hiram, fez uma nova interpretação sobre a profecia de Miller, alegando ter tido uma visão acerca do Santuário Celestial.

        O segundo, Joseph, era um ferrenho observador da guarda do sábado. Enquanto que o terceiro, Ellen White, dava muita ênfase aos dons espirituais, principalmente o dom de profecia. No ano de 1860, três grupos dissidentes – Hiram Edson, Joseph Bates e James White, juntamente com sua esposa, Ellen Gould White, deram origem a atual Igreja Adventista do Sétimo Dia.

        Esta última, Ellen White, atuou como profetisa deste movimento, escrevendo vários livros “proféticos”, dos quais ela mesmo disse: “Embora os profetas da antiguidade fossem humanos, a mente divina e a vontade de um Deus infalível estão suficientemente representadas na Bíblia. E o mesmo Deus fala por meio dos escritos do espírito de profecia. Através de livros inspirados, tais como: “O Desejado por todas as Nações; O Conflito dos Séculos, Patriarcas e Profetas”.

        Os Adventistas creem na doutrina da Trindade de acordo como está registrado nas Sagradas Escrituras, mas tem objeções e ressalvas quanto a pessoa de Jesus. Segundo acreditam, Jesus Cristo e o Arcanjo Miguel, são a mesma pessoa. Inclusive, em uma de suas literaturas, registra de que Jesus possui natureza pecaminosa. Quanto ao Espírito Santo, é uma pessoa divina com todos os atributos que são conferidos a divindade.

        No que diz respeito a salvação eterna, a própria Ellen White disse: “Santificar o sábado ao Senhor, importa em salvação eterna” (fonte: Testemunhos Seletos, vol. III, pg. 22). Ainda segundo White, um dos maiores erros de Miller, foi de que Cristo voltou realmente no ano de 1844, não para a terra, mas que Ele teria entrado no santuário Celestial. Em lá estando, segundo ela, a porta foi fechada e Ele, Cristo, está fazendo um “juízo investigativo”. Dito com outras palavras, Ele está examinando tudo e mostrando ao Pai Celestial, separando aqueles que irão gozar dos benefícios da expiação.

        Quanto as demais pessoas, caso não se rendam as doutrinas da Igreja Adventista, não terão nenhuma possibilidade de salvação, haja vista que a verdade se encontra com eles. Com isso, asseguram de que a expiação não ocorreu na crucificação, mas sim, no santuário celestial. Portanto, para os adventistas, Jesus Cristo, tem apenas o título de “Salvador”.

        No tocante a morte, eles creem que seremos reduzidos a um estado de silêncio, de inatividade e de inteira inconsciência após a morte. Seus adeptos dizem que os ímpios e pecadores serão totalmente aniquilados e não existirão mais. Afirmam categoricamente, que no ano de 1844, Jesus Cristo passou do primeiro pavimento do santuário celestial para o Santo dos Santos (lugar Santíssimo), onde concluirá a obra da redenção, pois está analisando e concluindo o juízo investigativo.

        . O Espiritismo: segundo registros históricos, o espiritismo moderno surgiu através de duas irmãs: Margaret Fox e Kate fox, em Hydesville, Nova York, nos Estados Unidos. No ano de 1848, as duas eram crianças quando aconteceu as primeiras manifestações espíritas. Móveis se movendo sozinho de um lado para outro, ruídos de pancadas nas paredes da casa, entre outras coisas. Esses acontecimentos ou fenômenos, passaram a se espalhar por toda parte, tanto nos Estados Unidos como na Europa.

        Mas a sua projeção maior, deu-se na pessoa de Hippolyte Leon Denizard Rivail que, mais tarde, passou a ser conhecido por Allan Kardec, que a definiu como uma doutrina espírita. Ele escreveu várias literaturas que são seguidas por seus adeptos, entre elas: O Livro dos Espíritos (1857); O que é Espiritismo (1859); O Livro dos Médiuns (1861); O Evangelho segundo o Espiritismo (1864); O Céu e o Inferno (1865); A Gênese (1868) e Obras Póstumas que foram publicadas após a sua morte.

        Quanto a sua doutrina em relação a Deus, seus adeptos ou boa parte deles, deixam transparecer que são ambíguos. Em outras palavras, ora assumem aspectos deístas (que cultuam a Deus), ora assumem aspectos panteístas (tudo é Deus, ou seja, não existe um ser personificado). Desta forma, apresentam uma confusão com a doutrina do Cristianismo histórico. Usam algumas expressões do tipo: “Divino foco; Supremo foco do bem e do belo; o Grande foco divino”, entre outros.

        Sobre a pessoa de Jesus Cristo, eles O colocam no mesmo patamar dos grandes filósofos ou dos fundadores de religião do passado, como Sócrates, Buda, Confúcio, Zoroastro, Maomé e tantos outros. A interpretação que é dada ao Espírito Santo, eles o veem como sendo uma falange de espíritos puros, isto é, almas que reencarnaram inúmeras vezes e que alcançaram a perfeição e, hoje, habitam no Sol. Esse conglomerado de espíritos “evoluídos” seria o Espírito Santo.

        No que diz respeito a salvação eterna, eles defendem que todos chegarão à perfeição, sem Deus, sem Jesus, mas por seus próprios méritos. Segundo eles, o conhecimento e as boas obras irão possibilitar o acesso a um nível superior na vida futura. Para se chegar a esta perfeição dita e defendida por seus adeptos, irá ocorrer por meio de inúmeras reencarnações. E para se obter um espírito puro, deve haver basicamente o arrependimento, a expiação e a reparação.

          A morte terrena é vista apenas como um estado transitório. Depois dela, a vida terá continuidade no mundo dos espíritos. No transcorrer da busca pela perfeição final, a alma, em suas novas encarnações, assumirá um novo corpo, no qual virá para sempre, livre do corpo e independente da matéria. Eles costumam organizar sessões para manterem contatos com os mortos. Eles podem fazer o uso do “Quija” – (…) um antigo tabuleiro em que, muitos dos seguidores do espiritismo, acreditam que espíritos demoníacos se comunicam”. Segundo alguns historiadores afirmam, o tabuleiro não teve sempre essa reputação demoníaca e sinistra.

          Na verdade, ele foi criado pelo espiritualismo, um movimento do século 19 conhecido pela visão otimista sobre o futuro e a vida após a morte. Quando a popularidade do movimento diminuiu, ainda demoraram algumas décadas até que o Ouija finalmente ficasse conhecido como o jogo demoníaco da indústria cinematográfica.

          . A Nova Era: nada mais é, do que um conjunto de conhecimento absorvidos de todas as demais religiões e seitas. Além disso, é também multifacetada e com inúmeros enfoques. Suas crenças e defesas doutrinárias, costumam ser veiculadas em propagandas visíveis em nossas televisões, no cinema ou em lojas de alimentos naturais e, principalmente, em algumas livrarias.

          Com isso, possuem uma enorme variedade de produtos vinculados a Nova Era, tais como: cristais, taças tibetanas, pirâmides, estatuetas, incenso, cartas de tarô, ervas medicinais, vitaminas esotéricas, purificadores de ar, etc. Eles utilizam-se de pessoas com muita popularidade como artistas e celebridades, para a propagação de suas ideias e doutrinas. Ela é, na verdade, uma era sem Deus, pois, para os seus seguidores, o conceito do Deus do Cristianismo vai desaparecer da terra e, com isso, será estabelecido a Nova Era ou, melhor, a Era Aquariana.

        Como foi dito, a sua fundação deu-se com base no misticismo oriental, no hinduísmo, no taoísmo, entre outras. Mas, em parte, ela foi popularizada pela atriz Shirley MacLaine, por volta do ano de 1980. Eles usam várias literaturas para divulgarem o pensamento da Nova Era, entre eles, podemos citar alguns: a Conspiração Aquariana, escrita por Merilyn Fergussen. As escrituras de I Ching, obras hindus, budistas e taoístas.

          Como o movimento Nova Era é um sistema eclético (partidário de várias formas de conduta ou opinião) e sincrético (produto da fusão de diferentes religiões, seitas, filosofias ou visões do mundo), há espaço para muitos conceitos acerca da pessoa de Deus e de Jesus Cristo. Eles até defendem de que ele tenha nascido em Belém, mas não de que era o Cristo. Inclusive, muitos adeptos acreditam de que Jesus foi à Índia, ao Tibete e à Grécia, para aprender verdades místicas.

          Não defendem acerca de sua ressurreição física, mas que Ele ascendeu a um reino espiritual mais evoluído. Quanto a salvação, eles são reencarnacionistas. Eles negam a presença do pecado, ao alegar que o problema da humanidade é a ignorância. O ser humano, o homem, é uma “fagulha” da divindade que precisa ser despertado para atingir a sua divindade.

          Para eles, não há vida eterna, nem céu e, menos ainda, o inferno. Para seus adeptos, as reencarnações humanas ocorrem até que a pessoa alcance a unidade de Deus. Neste sentido, entendem de que Cristo está em todas as pessoas e de que todas as pessoas são “cristos potenciais”.

          . Hare Krishna: este movimento é conhecido como Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna (International Society for Krishna Conscious-ness: ISKCON) e é um tipo ortodoxo de hinduísmo vedantista[9]. O seu fundador é A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. Esta abreviação refere-se a Abhay Charanaravinda, o nome que lhe foi dado na iniciação por seu mestre espiritual. O seu significado é “aquele que é destemido aos pés de lótus de Krishna”.

          Ele recebeu o título de Swami, cujo significado é “controlador dos sentidos”, no ano de 1959, quando aceitou a ordem renunciada de vida de Sannyasa. E a palavra Prabhupada é um título honorífico, cuja significação é “aquele que serve aos pés de Deus”. Seus seguidores o chamam de duas maneiras: como Bhaktivedanta Swami ou como Srila Prabhupada. O termo Srila é um título de honra que comporta o significado de“eminente”.

          Os seguidores e adeptos de Krishna identificam tudo como Deus; o homem é uma parcela da divindade. Nada há acima do ser humano, nem existe qualquer possibilidade de oração a Deus. Quanto a pessoa de Jesus, ele é mencionado como um mestre iluminado e vegetariano. Ele não é a encarnação de Deus. Uns consideram Jesus como sendo Krishna, enquanto outros como um grande Avatar (mestre). O Espírito Santo não é mencionado em sua doutrina.

          Como toda doutrina panteísta e reencarnacionista, a salvação ocorre pelo mérito próprio. Em relação a morte, aqueles que estão sem luz continuarão se reencarnando ininterruptamente (renascer na terra), levando-se em consideração as más ações de uma pessoa em sua vida passada. Eles seguem uma dieta vegetariana, onde são proibidos de comerem carne, peixe, ovos, álcool e drogas. A relação sexual só é permitida para a procriação, uma vez por mês.

          Os novos adeptos desta seita (sectários) passam a ter novos nomes e, muitas vezes, cortam seus relacionamentos familiares. Eles usam como prática o cântico de mantra Hare Krishna em público, a ioga, oferendas de alimentos e solicitação de doações. Eles apregoam o desapego acerca das coisas materiais, pelo abandono da sociedade, pelo sacrifício e renúncia a tudo o que é considerado normal pelo ser humano.

        . A Legião da Boa Vontade (LBV): na verdade, ela não é uma religião, mas sim, uma entidade ou instituição filantrópica, pois tem como forte característica, o abrigo e o acolhimento de milhares de crianças em todo o Brasil. Outro braço forte desta entidade, trata-se da distribuição do famoso prato de “sopa aos pobres”. Eles o fazem regularmente ao sair pela noite, distribuindo esta alimentação aos desabrigados e moradores de rua. Uma ação conhecida como “Ronda Solidária ou Ronda da Caridade”.

        Quanto a esta obra ou caridade que realizam cotidianamente, não há o que questionar, haja vista que contribuem acerca do aspecto social, material e alimentício, para as pessoas menos favorecidas. No entanto, vale ressaltar no que eles acreditam e defendem. O seu fundador foi Alziro Zarur (Elias Davi Abraão) que dizia ser esta, a maior obra de todos os tempos. E acrescentava que ela tinha o propósito de restaurar o cristianismo primitivo que foi corrompido.

Atos 2:42-45. E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister (necessário).   

        Eles declaram de que a Bíblia está repleta de erros, devido ao estado evolutivo dos seus autores. Ensinam aos seus adeptos de que a Sagrada Escritura contém muitas fábulas e lendas. E defendem que o livro de Deus é a Bíblia do Terceiro Milênio. Quanto a pessoa de Deus, eles são panteístas, igualmente aos seguidores do espiritismo Kardecista. Ou seja, eles acreditam de que “Deus é tudo e de que tudo é Deus”.

        Em suas inúmeras literaturas, encontramos vários registros acerca da pessoa de Jesus, mas negam a sua divindade, negam a sua morte vicária (substitutiva), negam que Ele encarnou, isto é, se fez carne (teve um corpo físico) e negam o seu nascimento virginal. Numa destas literaturas, chegam a afirmar de que Jesus viveu noutro mundo, vindo a desenvolver o seu Espírito de encarnação em encarnação, até chegar à unidade com o Pai.

        No que diz respeito ao Espírito Santo, eles seguem a mesma linha de defesa dos espíritas Kardecistas, ao dizer que o Espírito Santo é uma falange (legião, bando, tropa) de espíritos puros e superiores, que habitam no mundo espiritual. Quanto a salvação eterna, afirmam de que a fé em Jesus não propicia salvação alguma. Para eles, somente se alcança a salvação, aquele que reencarnar inúmeras vezes e se purificar por meio de esforços pessoais.

        Sobre a morte, eles não creem na ressurreição, isto é, a volta do espírito para o mesmo corpo, mas sim, na reencarnação. Depois da morte, ocorre o desprendimento da alma, que viaja em direção ao mundo dos espíritos, onde receberá instruções para evoluir e aguardar o tempo para reencarnar.

        Os legionários não admitem a existência do céu e nem do inferno. Não acreditam em anjos, nem em demônios ou em Satanás. Não creem na ressurreição dos corpos, no julgamento após a morte e na possibilidade de perdão.

Conclusão

        Poderíamos estender ainda mais o rol de tantas “religiões e seitas” espalhadas por este mundo, inserindo aqui, para nosso conhecimento, a Meditação Transcendental, a Igreja da Unificação, a Igreja Voz da Verdade, a Igreja Local de Witness Lee e, com certeza, tantas outras que desconhecemos. No entanto, como dissemos na introdução do artigo, extraímos da Enciclopédia Estudos de Teologia, algumas das mais conhecidas.

          Apresentando de forma resumida, os pontos mais evidentes e que possuem conexão tanto numa como noutra, independentemente, se são consideradas por alguns historiadores e teólogos, como religiões ou seitas.

        Em nossa humilde interpretação, observamos que um e outro aspecto, que são defendidos por todas elas, realmente tem alguma similaridade, mas meramente estrutural (como se relaciona ou como está organizada).

          O nosso propósito ao apresentá-las, tenciona despertar o interesse daquela pessoa que não tem o hábito de ler, principalmente sobre assuntos religiosos ou teológicos, para conhecer as bases e princípios que são defendidos por cada uma destas religiões ou seitas.

        Desta forma, caso o leitor tenha interesse em se aprofundar acerca do tema, basta buscar literaturas específicas sobre aquela (s) religião (ões) que mais lhe despertou o interesse.


[1] Asceta. Pessoa que leva uma vida regrada em busca da perfeição espiritual.

[2] Castas. É uma forma tradicional de estratificação social, isto é, uma maneira de dividir os indivíduos em grupos dentro de uma sociedade.

[3] Tripitka. Originária do Sânscrito (grupo de línguas indo-europeias da índia), cujo significado é “Tripla Cesta”.

[4] Avatar. É um termo antigo de origem religiosa, que teve origem no sânscrito “avatara”, cuja significação literal é “descida do céu á terra”. Em outras palavras, era a materialização de uma força espiritual, como o modo em que ela se deixava ver.

[5] Circuncisão. É a retirada do prepúcio nos homens, que é a pele que recobre a cabeça do pênis. Embora tenha começado como um ritual em algumas religiões, a circuncisão é cada vez mais usada por motivos de higiene e também para tratamento da fimose.

[6] Acrônimo. É quando uma sigla pode ser lida como uma nova palavra, sem necessariamente ser escrita letra a letra.   

[7] Ensinamentos do profeta Joseph Smith, compilado por Joseph Fielding Smith. pg.336

[8] Enciclopédia de Estudos de Teologia, Editora Semeie, 2013.

[9] Vedantista. Escola filosófica hindu que defende a libertação através do conhecimento da realidade, superando a ilusão do mundo material.

Desenvolvimento

Vamos pontuar, sobre os pontos mais salientes e importantes de cada uma destas religiões, inclusive acerca do Cristianismo Bíblico. Após toda a apresentação, caberá a você, leitor, observar as diferenças e/ou similaridades existentes entre elas:

    . O Cristianismo: tem como sua maior figura ou personagem, a pessoa de Jesus Cristo. Ele é o fundador de uma das maiores religiões do mundo – o Cristianismo. Os seus ensinos e instruções foram chamados de “Boas Novas” ou “Boas Notícias”. No idioma grego, a sua tradução passou a ser chamada de “Evangelhos”. 
    Esta boa notícia de Jesus, basicamente fala acerca da vocação sublime do homem e da alegria originária de sua união com o seu Criador. O cristianismo foi fundado por volta dos anos 30 a 33 depois de Cristo (d.C.), na Judeia, região situada na Palestina, onde atualmente se encontra o estado de Israel. A doutrina apresentada por Cristo, passou a ser apresentada na forma escrita, sendo que o Antigo Testamento (AT) foi escrito nos idiomas hebraico e aramaico. Enquanto que o Novo Testamento (NT) foi escrito no idioma grego. 
    A palavra Bíblia tem sua origem no idioma grego – “Biblion”, e quer dizer “coleção de pequenos livros”. Sendo composta por 66 livros: 39 dispostos no AT e 27 no NT. O Cristianismo é monoteísta, ou seja, há somente um Deus, mas ele é Trino: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Vale ressaltar que estas três pessoas divinas, são distintas em suas atuações, mas cada uma delas é plenamente Deus.
    Vale lembrar que a palavra trindade não é mencionada textualmente na Bíblia, mas podemos identificá-la presente em alguns textos; tais como: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança ...” (cf. Gênesis 1:16). Outra narrativa que é possível identifica-la, está registrada, na passagem em que Jesus foi ao local onde João, o Batista, estava para ser batizado por ele: “E sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (cf. Mateus 3:16-17). 

    Nestas duas passagens bíblicas, podemos observar a “Trindade Santa” em atuação: o Deus-Pai, o Deus-Filho e o Deus-Espírito Santo. Pode-se dizer que o maior propósito das Boas Novas de Cristo – o Cristianismo, foi e é a apresentação da salvação eterna, que é obtida pela graça de Deus e não meramente pelas obras. Jesus Cristo jamais ensinou sobre a necessidade de se conquistar a perfeição pelos esforços e méritos pessoais. O principal de sua mensagem, foi e continua sendo que o Verbo se fez Carne, o Verbo eterno, por sua vida, paixão e morte, reconciliou a humanidade pecadora com o seu Deus, o seu Criador.
    Em todo o ensinamento passado por Jesus, principalmente em relação em adoração a Ele, deveria ser usualmente praticada nas igrejas, de forma coletiva. Dito em outras palavras, seus seguidores deveriam se reunir, sem nenhuma necessidade de haver cerimônias secretas. E deixou muito claro, de que o batismo nas águas e a celebração da Ceia do Senhor, são duas ordenanças essenciais e fazem parte da comunhão cristã. 
    Por fim, após a nossa morte física, todos irão passar pelo juízo final, tanto as pessoas salvas como as perdidas que hão de ressuscitar. Vale lembrar, de que Jesus jamais deixou qualquer abertura quanto a possibilidade de reencarnação. Ele foi bem claro e explícito ao ensinar acerca da existência do céu e a eternidade do inferno. Em muitos de seus sermões, apontava para os tremendos castigos depois da morte e de que seriam sem fim. 

    . O Islamismo: a sua figura ou personagem de maior expressão chama-se Mohammed. Ou simplesmente Maomé. Ele fundou o Islamismo no ano 610 d.C., na Arábia Saudita. O seu pai Abdallah, faleceu quando ele estava no ventre de sua mãe, de nome Amina. Ela veio a falecer quando Maomé estava com seis anos de idade. A partir da morte de seus pais, ele passou a ser criado pelo seu avô, Abd al-Mottalib, vindo também a óbito, dois anos depois. A partir desta outra tragédia em sua vida, ele passou a ser custodiado por seu tio, de nome Abu Talib.  
    Seus primeiros anos de vida não foram nada fáceis. Passou a ser comerciante e condutor de caravanas no deserto. Quando estava com seus vinte e cinco anos, casou-se com uma viúva muito rica, de nome Cadija. Ele passou a administrar a sua riqueza e os seus negócios. Em uma de suas buscas espirituais, retirou-se para uma caverna no monte Hira, próximo da cidade de Meca, na Arábia Saudita. Ele estava com quarenta anos de idade nesta ocasião (ano 610 d.C.).  
 Neste local, segundo relato do próprio Maomé, ele disse ter tido um encontro com o anjo Gabriel, que lhe explicou o que ele deveria fazer como sendo servo de Alláh. No idioma aramaico é escrito como “Elah” e no idioma hebraico como “Elohim”. A partir deste encontro, Maomé ficou certo de ter recebido um chamado divino, para propagar a unidade e transcendência de Aláh, com o propósito de alertar o povo acerca do juízo final e lhes informar sobre as recompensas dos fiéis no paraíso e do castigo dos infiéis no inferno.
    A fé que fora propagada por ele, definiu-a como sendo Islã, palavra cujo significado é “submissão” a Deus. E aqueles que se submetem (obedecem) a Aláh, considerando-o como o único e verdadeiro Deus, são chamados de muçulmanos. Palavra originária do idioma árabe “muslim” – que significa “aquele que se submete”. 
    O livro sagrado para os muçulmanos é o Alcorão, escrito no idioma árabe. Segundo a tradição islâmica, Aláh, por intermédio do anjo Gabriel, recitou a mensagem do Alcorão para Maomé, num período de vinte e três anos. Afirmam eles, que este conteúdo veio de uma tábua que estava conservada nos céus. O Alcorão é constituído de 114 capítulos, que são costumeiramente chamados de “Suras”. A sua estrutura literária foi composta de forma que os capítulos vão diminuindo de tamanho e são apresentados na ordem decrescente.
    Para o islamismo, há somente um “deus Todo-Poderoso e absoluto”, que é chamado de Aláh. Esse mesmo deus é visto como um juiz severo, que não é nada amoroso e muito menos como tendo um filho. Quanto a pessoa de Jesus, ele não é reconhecido como Deus, nem como Filho de Deus, nem mesmo como Salvador e, muito menos, que foi morto pelo pecado de alguém e nem ressuscitou. Na Teologia islâmica, Jesus é um dos 124 mil profetas enviados por Deus a diferentes culturas (nações), como o foi Abraão, Moisés e Maomé. Ele não foi crucificado (ascendeu ao céu sem ter sido morto), mas regressará no futuro para viver e morrer. 
    Os Eruditos muçulmanos, veem no anjo Gabriel como sendo o Espírito Santo de Deus. A salvação para os muçulmanos, é conquistada por obras, quando os bons serão recompensados com bebidas, carnes de pássaros e virgens adolescentes, enquanto que os maus serão lançados no inferno. Segundo defendem, haverá um dia para o juízo final que, segundo muitos acreditam, será inaugurado por Jesus. Quanto a morte, dizem ser a passagem deste mundo físico para outro. Os mortos serão lavados e envolvidos em panos (semelhante aos trajes dos peregrinos), depois será feita a oração fúnebre e o sepultamento dos seus corpos, com rosto voltado para a cidade de Meca.
    Os adeptos do islamismo são chamados de muçulmanos. Eles vão as mesquitas (templos) para orar, ouvir os sermões e conselhos. Os cinco pilares do Islamismo são:
  1. Confessar que Alah é o único deus verdadeiro e que Maomé é o seu profeta;
  2. Orar cinco vezes por dia voltados para Meca;
  3. Dar esmolas;
  4. Jejuar durante o mês do Ramadã (Ar-Ramad), cuja palavra significa “Calor Escaldante”. É o nono mês do calendário islâmico. O jejum vai desde o nascer até o pôr do sol. Eles acreditam que foi neste mês, que Mohammed recebeu a revelação do Alcorão, feito pelo anjo Gabriel;
  5. Fazer uma peregrinação a cidade de Meca (pelo menos, uma vez na vida). Podemos destacar desta religião – o Islamismo, em nossa humilde interpretação, alguns pontos que se assemelham ao Cristianismo:
  6. Os Muçulmanos ou Islâmicos são monoteístas, isto é, acreditam na existência de um único Deus;
  7. Tem na pessoa de Mohammed – Maomé, como o seu maior expoente, muito similar ao Cristianismo, em relação a pessoa de Jesus Cristo;
  8. Eles acreditam também de que haverá um juízo final e, que,
  9. Neste dia do juízo final, haverá a separação dos bons (fiéis, ovelhas) e dos maus (infiéis, bodes). Onde os bons serão recompensados (gozo, paraíso), enquanto que os maus sofrerão castigos (tormentos, inferno). Logicamente, que poderíamos ressaltar vários pontos distintos entre estas duas religiões, mas fizemos questão de acentuar somente os pontos em que vimos algum tipo de semelhança, embora com algumas distinções (o nome de Deus, do Profeta, entre outras coisas). . O Budismo: o termo ou nome desta “religião”, tem origem derivado de um título Honorífico (de respeito ou de honra) que foi atribuído ao asceta itinerante chamado de Gautama Siddhartha, o Buda. Ele surgiu na Índia por volta do quinto século antes de Cristo. O propósito de sua criação, deu-se como um movimento de reforma da religião predominante dos sacerdotes hindus, os brâmanes. Eles eram a primeira e mais elevada das quatro castas indianas. Só para deixarmos registrado, o Hinduísmo ficou restrito ao seu país de origem – a Índia, seguido também pelo Taoísmo, que não se expandiu, ficando limitado em seu território – a China. Enquanto que o Budismo foi a primeira religião oriental (Ásia) que se expandiu e chegou em outros países. E o interessante é que a maioria dos budistas não vivem em seu país – a Índia, mas no Leste e Sudeste Asiático, ou seja, em Myammar, Birmânia, Tailândia, Laos, Camboja, Vietnã, China, Coréia e Japão. E tem avançado também para o mundo ocidental, isto é, chegado nas Américas e na Europa. Estima-se que existem atualmente no mundo, por volta de trezentos milhões de budistas. Os seus adeptos, acreditam que o Buda (Siddartha Gautama) é “o iluminado” e seu fundador. E isto se deu por volta do ano 528 a.C. (Século VI), na Índia. O livro sagrado dos seguidores de Buda é dividido em três “Cestas” (Tripitaka) : . Primeira Cesta: Vinaya ou Vinayapitaka – é a disciplina ou prescrições para os monges. . Segunda Cesta: Sutras ou Sutrapitaka – são as pregações de Buda. . Terceira Cesta: Abbidaramma ou Abbidharmapitaka – é a exposição da doutrina búdica. Nesta religião existem vários deuses e Buda não distinguiu um Deus criador e soberano do Universo. Deus ou deuses não desempenham nenhum papel no budismo, sendo, por isso, algumas vezes considerada uma religião ateia (que não crê em Deus). Jesus Cristo é totalmente indiferente para os budistas. Os seguidores desta religião que são do Ocidente, geralmente, veem Jesus como sendo um homem iluminado. Enquanto que o Espirito Santo não faz parte de sua crença. Eles acreditam na autossalvação, isto é, basta acreditar e seguir as máximas de Buda e chegar-se-á à salvação por suas próprias forças do nirvana. Este termo – Nirvana, tem sua origem no sânscrito e significa “Estado de libertação que é alcançado pelo próprio ser humano”. O nirvana búdico é um estado que escapa á fatalidade do futuro, onde os “bem-aventurados” vivem em êxtase depois da morte. Eles defendem que não há céu nem o inferno, as pessoas não tem alma e espírito. Mas que há somente o nirvana, isto é, a libertação final. Vale registar que o budismo se dividiu em diversas escolas, sendo que a doutrina do Lótus (significa pureza do corpo e da mente, renascimento) é a mais típica. Normalmente os budistas fazem peregrinações em quatro lugares principais: 1. Onde Buda nasceu; 2. Onde Buda recebeu a iluminação; 3. Onde Buda deu andamento a Roda da Lei (seu primeiro sermão) e; 4. Onde Buda entrou no nirvana. A partir o primeiro século a.C., ele começou a ser representado por uma imagem e, posteriormente, passou a ser adorado pelos fiéis. . O Hinduísmo: esta religião também teve origem na Índia. Segundo alguns estudiosos, na Índia existe uma grande variedade de religiões e afirmam ser muito difícil definir ou conceituar o que vem a ser o hinduísmo. Isto se deve, tendo em vista que a Índia absorveu influências culturais e religiosas de diversas civilizações. O ser divino que recebe muita reverência e adoração pelo povo indiano, chama-se Brahma. Segundo registros históricos, é o primeiro deus da Trimúrti, isto é, a trindade do hinduísmo, sendo que os outros dois deuses são: Vishnu e Shiva. Vale ressaltar logo aqui, uma similaridade com a Trindade Santa, que é apresentada pelos seguidores do Cristianismo: Deus, Jesus Cristo e o Espírito Santo. O deus Brahma, segundo a crença indiana, é o deus da música e das canções, tendo sua imagem representada como de um ser de muitas faces. Além disso, seus adeptos e seguidores, o consideram como a força criadora ativa no universo. Os hindus se utilizam da leitura de diversos documentos para que sejam observados e seguidos. Entre eles, podemos destacar os principais: o Bhagavad-Gita (antigo), os Brammas (manuais para sacrifícios), os Upanichades (comunicações confidenciais), os Vedas (o Saber) e os Puranas (antiguidades). Sua crença fundamental é o da existência de um espírito universal chamado de Brahma, cujo significado é a “alma do mundo”. E esta alma, também é conhecida e chamada de Trimurti, ou seja, o deus trino e uno. Sendo que o Brahma é tido como o criador; Vishnu (ou Krishna) o conservador e o Shiva, como sendo o destruidor. Jesus Cristo para eles, não passa de um mestre, guru ou de um avatar (uma encarnação de Vishnu). Além disso, defendem que ele é um filho de Deus, assim como são os outros (deuses). A sua morte não expia (ou) nenhum pecado e não acreditam em sua ressurreição. Enquanto que o Espírito Santo não faz parte de sua crença. No que se refere a salvação eterna, defendem de que os bons serão recompensados, encarnando-se numa casta superior. Segundo eles, o destino dos hindus já está determinado e não há qualquer modo pelo qual possam escapar do Karma (termo originário dos budistas, hinduístas e Jainistas), isto é, da força ou do movimento. Defendem de que nem mesmo qualquer deus pode intervir para alterar este destino. A salvação final, para eles, é a sua união com Brahma. Muitos de seus adeptos ou discípulos, usam túnicas alaranjadas e têm a cabeça raspada. Outros tantos, adoram ídolos de madeira e de pedra em seus santuários, que são locais de suas peregrinações e de cultos públicos, principalmente em certas solenidades do calendário litúrgico: “

Salmo 115: 2-8. Porque dirão os gentios: Onde está o seu Deus? Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou. Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não veem. Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. A eles se tornem semelhantes os que os fazem, assim como todos os que neles confiam.

    Este tipo de idolatria a deuses mortos, sempre foi um dos maiores pecados praticados pelo povo de Deus (Hebreus, Israelitas ou Judeus), desde a sua formação e durante todo o seu tempo de vida, seja na época do Antigo Testamento ou do Novo Testamento. 

    . O Judaísmo: podemos apresentar uma definição bem simples acerca deste termo ou palavra, como sendo a religião dos judeus. Afirmam os exegetas e estudiosos das escrituras, que o judaísmo é considerado a primeira religião monoteísta a surgir na história da humanidade. Para os judeus, Deus fez um acordo com o patriarca Abraão, para que ele se tornasse o genitor do povo escolhido por Jeová. Entretanto, o judaísmo só foi institucionalizado pela intermediação de outro grande patriarca, cujo nome em hebraico é “Môshéh”, ou simplesmente, Moisés. 
    Atualmente, a religião ou fé judaica, é praticada em vários países do mundo, porém, uma grande concentração de seus adeptos se encontra no Estado de Israel. O seu primeiro registro ou revelação, surgiu quando Deus chamou Abrão, que era filho de Tera, lá na região de Ur dos Caldeus (região da mesopotâmia, perto do rio Tigre e Eufrates, no atual Iraque), quando vivia com sua família idólatra. Neste local, foi feita uma aliança entre Jeová, Abraão e os seus Descendentes: 

Gênesis 12:1-3. Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.

    E nesta aliança, já foi estabelecido o sacrifício de animais e um pouco mais adiante, o ritual da circuncisão . Só para ressaltar, a palavra mesopotâmia é de origem grega e significa “terra entre rios”. Neste caso, os rios Tigres e o Eufrates, no Oriente Médio. Portanto, Ur dos Caldeus ficava entre dois rios e também era conhecida como Caldéia. Na atualidade, essas regiões ou áreas, estão localizadas na Síria, Iraque e Turquia. 

    A Bíblia dos judeus ou o Antigo Testamento hebraico é mais conhecido como Tanak (ou Tn”k). Esta palavra é o acrônimo  formado a partir das três primeiras letras das divisões tradicionais do texto massorético: Toráh (a Lei) Nev’im (os Profetas) e Ketuvim (os Escritos - livros Sapienciais). No Evangelho de Jesus Cristo, que fora transcrito pelo médico e evangelista Lucas, podemos observar esta divisão, de forma tríplice: “E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos (cf. Lucas 24:44).
    Vale acentuar de que os livros do Antigo Testamento Hebraico, costumam ser diferentes de outras versões, ou seja, ele possui 24 livros, mas que são exatamente iguais (conteúdo textual) aos 39 livros das Bíblias protestantes. Isto se deve, pelo motivo de que os profetas menores (12 livros) foram codificados em apenas um livro. Como o são também, os dois livros de 1 e 2 Samuel, de 1 e 2 Reis, e de 1 e 2 Crônicas, entre outros. 
    Outros livros são aceitos pelos judeus, como sendo revelação direta de Jeová, entre eles, destaca-se o Talmude. Pode-se afirmar que esta palavra em uma de suas origens etimológicas, neste caso, derivada do termo hebraico “Lamad”, significa ensinar, instruir ou aprender. O Talmude não é apenas um livro, mas uma coleção de livros e com muitas tradições orais, inclusive com sua apresentação dividida de forma quadrupla: Mishnah, Targumin, Midrashim e Comentários.
    Eles também são absolutamente monoteístas, onde defendem de que Deus é somente um. Uma Unidade Indivisível. Para os judeus ortodoxos, Deus é pessoal, Todo-Poderoso, eterno e misericordioso. Enquanto que para outros judeus, Deus é impessoal, incognoscível (o que não pode ser conhecido) e definido de outras tantas maneiras. 
    Para o incondicional monoteísmo judaico, a doutrina da Trindade é profundamente objetável (que pode ser discutida ou alegada em sentido contrário), tendo em vista que na concepção judaica, trata-se de uma concessão ao politeísmo. Quanto a pessoa de Jesus Cristo, o judaísmo não o qualifica como sendo profeta, mestre ou rabino. Os judaizantes não defendem ser ele o Messias, argumentando de que ele não estabeleceu a paz universal e a justiça social para toda a humanidade e, também, não redimiu o povo de Israel.
    Os judeus ortodoxos acreditam que o Messias vai restaurar o reino judaico e irá governar finalmente o mundo. Quanto a salvação, alguns judeus creem que a oração, o arrependimento e a obediência a lei, são necessárias para conquista-la. Para eles, a doutrina do pecado original é totalmente inaceitável. Eles acreditam e defendem de que o homem veio ao mundo sem pecado, com a alma pura e inocente. Em outras palavras, sem mácula. 
    A prevalência entre eles, pauta-se na crença, de que os pecados do ser humano foram (e são) consequências de sua imperfeição. Contrariamente ao que defende e pensa o cristianismo, como sendo uma herança vinda do pecado original, praticado por Adão e Eva. Para os adeptos e seguidores do judaísmo, com a morte terminam todos os planos e atividades do ser humano. Defendem que os mortos não tomam conhecimento do que acontece na terra. 
    Neste sentido, existe uma forte crença entre os judeus, de que o Messias aparecerá e os mortos serão ressuscitados. Destes, aqueles que tiveram e/ou viveram uma vida piedosa, irão se deslocar por debaixo da terra até chegarem em Israel, quando lá serão ressuscitados (livro judaico dos porquês, pg. 60). Entre as doutrinas não aceitas pelos judeus, podemos citar; o pecado original, a virgindade de Maria, a santíssima Trindade e a expiação vicária (substitutiva) de Jesus. As correntes ortodoxa e conservadora do judaísmo, exigem que o varão (o homem), para se converter a sua religião, deve ser circuncidado, como parte do ritual de iniciação. 
    Eles, os judeus, tem várias datas comemorativas ou dias festivos e santos, algumas delas são: a Pessach (páscoa), o Yon Kippur (dia do perdão eterno), o Sukot (festa dos tabernáculos ou tendas), o Rosh Rashaná (ano novo judaico) e o Purim (Pur, que quer dizer sorte). Eles têm como costume se reunirem em sinagogas, ou seja, igrejas judaicas, todos os sábados. A cidade de Jerusalém é considerada por eles, como sendo a cidade santa. 
    . O Mormonismo: os seguidores desta religião são chamados de Mórmons e são adeptos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Ela foi fundada por Joseph Smith Júnior, nascido em Sharon, nos Estados Unidos. Segundo registros históricos, no ano de 1823, ele recebeu a visita de um anjo que lhe revelou um local, onde estavam escondidas algumas placas de ouro, perto de Palmyra, no Estado de Nova York. Nelas, estavam registrados alguns escritos que, segundo dizem, um suposto “deus” fez com que Smith as traduzissem e escreveu o livro de Mórmon. 
    A sede da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, se encontra em Salt Lake City, no Estado de Utah, nos Estados Unidos da América. Seus adeptos dizem que todas as bíblias foram adulteradas e que somente a versão inglesa, King James, contém a palavra de Deus. Eles adotam três livros, como sendo a revelação final de Deus para suas vidas: Doutrina e Convênios, Pérola de Grande Valor e o Livro dos Mórmons, como a obra principal da religião (ou seita).
    Em sua doutrina, ensinam que Deus foi um homem normal, mas que progrediu até tornar-se um Deus. Depois, mesmo sendo Deus, continuou possuindo um corpo de carne e osso, conforme se lê: “O próprio Deus já foi como nós somos agora – Ele é um homem exaltado, entronizado em céus distantes”. Em sua teologia, os deuses e as deusas podem copular (ter relação sexual com finalidade de gerar um novo ser), para gerarem filhos espirituais no céu” . 
    O Pai deste planeta (celestial), teve vários filhos e filhas, com a sua esposa-deusa, do qual Jesus Cristo foi o seu primogênito, conforme a própria declaração de Smith: “Entre os filhos espirituais de Elohim, o primogênito é Jeová, ou Jesus Cristo, de quem todos os demais são irmãos menores.
    Quanto ao Espírito Santo, nada mais é do que “(...) uma Pessoa-Espirito, um Homem-Espírito ou uma Entidade-Espírito”. Noutro de seus escritos, está registrado de que o Espirito Santo é o terceiro membro da Deidade (Trindade). É um Espírito na forma de um homem”. Em relação a salvação eterna, a sua doutrina ensina acerca dos ressuscitados pela graça, mas salvos (exaltados à divindade) pelas obras, inclusive a lealdade aos seus líderes. E que só haverá vida eterna para aqueles que forem da Igreja Mórmon. 
    Eles ensinam de que milhões de pessoas serão salvas após a morte, tendo em vista que no “mundo dos espíritos”, o evangelho será ensinado para aqueles que morreram sem terem tido a oportunidade de aceitar Jesus Cristo e o seu Evangelho. Eles defendem o batismo por imersão (mergulhar em água), o ato de dizimar, as ordenanças, o matrimônio e as cerimônias secretas no templo. Nestas reuniões, somente os membros de boa reputação podem participar.
    O sucessor de Joseph Smith, foi Brigham Young, que passou a ensinar que “há certos pecados que o homem pode cometer, para os quais o sangue expiador de Cristo de nada vale”. Desde a sua fundação (1805) até o ano de 1978, as pessoas da cor de pele negra (afrodescendentes), não podiam ter acesso ao sacerdócio mórmon e a outros tantos privilégios. 

    . As Testemunhas de Jeová: o seu fundador foi Charles Taze Russel, que era filho de presbiterianos da linhagem escocês-irlandesa. Uma atuação forte deste grupo religioso, volta-se acerca do seu proselitismo, isto é, fazem um esforço continuo e diário, para converter alguém para a sua crença e religião. Para que isso aconteça, eles andam de dois em dois, batendo de porta em porta das casas, oferecendo-lhes cursos bíblicos e distribuem seus periódicos. Eles se reúnem para seus cultos nos Salões do Reino, como o denominam.
    Eles possuem muitas literaturas e folhetos, para distribuírem nestas visitas cotidianas, entretanto, os mais importantes são: Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, a Bíblia de uso particular das Testemunhas de Jeová, revista a Sentinela e o periódico despertai, entre outros. Seus adeptos acreditam que a Bíblia não pode ser entendida sem a orientação da Sociedade Torre de Vigia. O Deus cultuado e reverenciado por eles, não é onipresente (não se faz presente em todos os lugares) e nem onisciente (e não sabe de todas as coisas).
    Segundo eles defendem, Jesus Cristo era o Arcanjo Miguel, antes de vir ao mundo. Quando ele esteve na terra, foi um homem que teve uma conduta e vida exemplar (perfeitamente). Quando ele foi morto, não numa cruz, ressuscitou como espirito e o seu corpo foi destruído. Portanto, o homem Jesus não existe mais e nem virá outra vez a terra. Eles acreditam de que ele já tenha vindo em espírito (de forma invisível), inclusive determinam a data desta sua vinda, como sendo o ano de 1914.
    Eles negam a existência, a personalidade e a divindade do Espírito Santo. Dizem de que ele é a força ativa de Jeová, um poder ou uma influência divina. Defendem de que a salvação eterna deve ser conquistada aqui na terra. E de que ela, a salvação, está limitada para as 144 mil pessoas, isto é, os “cristãos ungidos”. E, quanto a estes, viverão no céu como seres espirituais.
    No tocante ao restante das pessoas, a grande multidão, viverão na terra obedecendo a Deus durante os mil anos. Passado este tempo, deverão suportar a prova final (juízo), quando Satanás será solto do poço do grande abismo. As suas reuniões ocorrem aos domingos e uma vez por ano, celebram a Refeição Noturna, mas somente os ungidos é que podem participar.
    Eles não comemoram feriados e nem as festividades “mundanas”, não saúdam a bandeira, não prestam serviço militar e nem aceitam a transfusão de sangue. Acreditam que a guerra do Armagedon está muito próxima. 

    . Os Adventistas: eles são denominados e conhecidos como Adventistas do Sétimo dia. O seu surgimento se deu por volta da metade do Século XIX, inicialmente na pessoa de William (Guilherme) Miller, que era um pregador leigo , dando ênfase ao retorno de Cristo a terra. Para fundamentar sua ministração, ele tomou por base Daniel 8:14, que versa assim: “E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado”. Depois disso, ele determinou uma data prevista para a sua volta, como sendo 22 de março de 1843.
    Entretanto, este dia previsto e tão esperado chegou, mas nada de inovador aconteceu. Ele fez seus cálculos matemáticos (2.300 tardes/manhãs), com base no que está registrado no livro de Números 14:34, que diz assim: “Segundo o número dos dias em que espiastes esta terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniquidades quarenta anos, e conhecereis o meu afastamento”. 
    Ele refez os seus cálculos, pois havia feito suas contas, com base no calendário hebraico em vez do calendário romano. Assim, determinou uma nova data prevista para a volta de Cristo, como sendo 22 de outubro de 1844. Mas, novamente este dia chegou e nada de diferente aconteceu, levando frustações e muita decepção para seus seguidores. Este dia foi denominado como o “Grande Desapontamento”. Com isso, Miller abandonou suas ideias ou convicções proféticas e voltou a comunhão com sua ex-igreja, até o dia de sua morte.
    No entanto, muitas pessoas não abandonarem a mensagem pregada por Miller. Depois deste dia, surgiram vários grupos dissidentes e, três deles, se uniram para formar uma nova igreja baseada com uma nova interpretação sobre aquela apresentada por ele. Hiram Edson, Joseph Bates e Ellen Harmon (depois, White). O primeiro, Hiram, fez uma nova interpretação sobre a profecia de Miller, alegando ter tido uma visão acerca do Santuário Celestial. 
    O segundo, Joseph, era um ferrenho observador da guarda do sábado. Enquanto que o terceiro, Ellen White, dava muita ênfase aos dons espirituais, principalmente o dom de profecia. No ano de 1860, três grupos dissidentes – Hiram Edson, Joseph Bates e James White, juntamente com sua esposa, Ellen Gould White, deram origem a atual Igreja Adventista do Sétimo Dia. 
    Esta última, Ellen White, atuou como profetisa deste movimento, escrevendo vários livros “proféticos”, dos quais ela mesmo disse: “Embora os profetas da antiguidade fossem humanos, a mente divina e a vontade de um Deus infalível estão suficientemente representadas na Bíblia. E o mesmo Deus fala por meio dos escritos do espírito de profecia. Através de livros inspirados, tais como: “O Desejado por todas as Nações; O Conflito dos Séculos, Patriarcas e Profetas”.
    Os Adventistas creem na doutrina da Trindade de acordo como está registrado nas Sagradas Escrituras, mas tem objeções e ressalvas quanto a pessoa de Jesus. Segundo acreditam, Jesus Cristo e o Arcanjo Miguel, são a mesma pessoa. Inclusive, em uma de suas literaturas, registra de que Jesus possui natureza pecaminosa. Quanto ao Espírito Santo, é uma pessoa divina com todos os atributos que são conferidos a divindade. 
    No que diz respeito a salvação eterna, a própria Ellen White disse: “Santificar o sábado ao Senhor, importa em salvação eterna” (fonte: Testemunhos Seletos, vol. III, pg. 22). Ainda segundo White, um dos maiores erros de Miller, foi de que Cristo voltou realmente no ano de 1844, não para a terra, mas que Ele teria entrado no santuário Celestial. Em lá estando, segundo ela, a porta foi fechada e Ele, Cristo, está fazendo um “juízo investigativo”. Dito com outras palavras, Ele está examinando tudo e mostrando ao Pai Celestial, separando aqueles que irão gozar dos benefícios da expiação.
    Quanto as demais pessoas, caso não se rendam as doutrinas da Igreja Adventista, não terão nenhuma possibilidade de salvação, haja vista que a verdade se encontra com eles. Com isso, asseguram de que a expiação não ocorreu na crucificação, mas sim, no santuário celestial. Portanto, para os adventistas, Jesus Cristo, tem apenas o título de “Salvador”. 
    No tocante a morte, eles creem que seremos reduzidos a um estado de silêncio, de inatividade e de inteira inconsciência após a morte. Seus adeptos dizem que os ímpios e pecadores serão totalmente aniquilados e não existirão mais. Afirmam categoricamente, que no ano de 1844, Jesus Cristo passou do primeiro pavimento do santuário celestial para o Santo dos Santos (lugar Santíssimo), onde concluirá a obra da redenção, pois está analisando e concluindo o juízo investigativo.

    . O Espiritismo: segundo registros históricos, o espiritismo moderno surgiu através de duas irmãs: Margaret Fox e Kate fox, em Hydesville, Nova York, nos Estados Unidos. No ano de 1848, as duas eram crianças quando aconteceu as primeiras manifestações espíritas. Móveis se movendo sozinho de um lado para outro, ruídos de pancadas nas paredes da casa, entre outras coisas. Esses acontecimentos ou fenômenos, passaram a se espalhar por toda parte, tanto nos Estados Unidos como na Europa.
    Mas a sua projeção maior, deu-se na pessoa de Hippolyte Leon Denizard Rivail que, mais tarde, passou a ser conhecido por Allan Kardec, que a definiu como uma doutrina espírita. Ele escreveu várias literaturas que são seguidas por seus adeptos, entre elas: O Livro dos Espíritos (1857); O que é Espiritismo (1859); O Livro dos Médiuns (1861); O Evangelho segundo o Espiritismo (1864); O Céu e o Inferno (1865); A Gênese (1868) e Obras Póstumas que foram publicadas após a sua morte.
    Quanto a sua doutrina em relação a Deus, seus adeptos ou boa parte deles, deixam transparecer que são ambíguos. Em outras palavras, ora assumem aspectos deístas (que cultuam a Deus), ora assumem aspectos panteístas (tudo é Deus, ou seja, não existe um ser personificado). Desta forma, apresentam uma confusão com a doutrina do Cristianismo histórico. Usam algumas expressões do tipo: “Divino foco; Supremo foco do bem e do belo; o Grande foco divino”, entre outros. 
    Sobre a pessoa de Jesus Cristo, eles O colocam no mesmo patamar dos grandes filósofos ou dos fundadores de religião do passado, como Sócrates, Buda, Confúcio, Zoroastro, Maomé e tantos outros. A interpretação que é dada ao Espírito Santo, eles o veem como sendo uma falange de espíritos puros, isto é, almas que reencarnaram inúmeras vezes e que alcançaram a perfeição e, hoje, habitam no Sol. Esse conglomerado de espíritos “evoluídos” seria o Espírito Santo.
    No que diz respeito a salvação eterna, eles defendem que todos chegarão à perfeição, sem Deus, sem Jesus, mas por seus próprios méritos. Segundo eles, o conhecimento e as boas obras irão possibilitar o acesso a um nível superior na vida futura. Para se chegar a esta perfeição dita e defendida por seus adeptos, irá ocorrer por meio de inúmeras reencarnações. E para se obter um espírito puro, deve haver basicamente o arrependimento, a expiação e a reparação.
    A morte terrena é vista apenas como um estado transitório. Depois dela, a vida terá continuidade no mundo dos espíritos. No transcorrer da busca pela perfeição final, a alma, em suas novas encarnações, assumirá um novo corpo, no qual virá para sempre, livre do corpo e independente da matéria. Eles costumam organizar sessões para manterem contatos com os mortos. Eles podem fazer o uso do “Quija” – (...) um antigo tabuleiro em que, muitos dos seguidores do espiritismo, acreditam que espíritos demoníacos se comunicam”. Segundo alguns historiadores afirmam, o tabuleiro não teve sempre essa reputação demoníaca e sinistra. 
    Na verdade, ele foi criado pelo espiritualismo, um movimento do século 19 conhecido pela visão otimista sobre o futuro e a vida após a morte. Quando a popularidade do movimento diminuiu, ainda demoraram algumas décadas até que o Ouija finalmente ficasse conhecido como o jogo demoníaco da indústria cinematográfica.

    . A Nova Era: nada mais é, do que um conjunto de conhecimento absorvidos de todas as demais religiões e seitas. Além disso, é também multifacetada e com inúmeros enfoques. Suas crenças e defesas doutrinárias, costumam ser veiculadas em propagandas visíveis em nossas televisões, no cinema ou em lojas de alimentos naturais e, principalmente, em algumas livrarias. 
    Com isso, possuem uma enorme variedade de produtos vinculados a Nova Era, tais como: cristais, taças tibetanas, pirâmides, estatuetas, incenso, cartas de tarô, ervas medicinais, vitaminas esotéricas, purificadores de ar, etc. Eles utilizam-se de pessoas com muita popularidade como artistas e celebridades, para a propagação de suas ideias e doutrinas. Ela é, na verdade, uma era sem Deus, pois, para os seus seguidores, o conceito do Deus do Cristianismo vai desaparecer da terra e, com isso, será estabelecido a Nova Era ou, melhor, a Era Aquariana. 
Como foi dito, a sua fundação deu-se com base no misticismo oriental, no hinduísmo, no taoísmo, entre outras. Mas, em parte, ela foi popularizada pela atriz Shirley MacLaine, por volta do ano de 1980. Eles usam várias literaturas para divulgarem o pensamento da Nova Era, entre eles, podemos citar alguns: a Conspiração Aquariana, escrita por Merilyn Fergussen. As escrituras de I Ching, obras hindus, budistas e taoístas.
    Como o movimento Nova Era é um sistema eclético (partidário de várias formas de conduta ou opinião) e sincrético (produto da fusão de diferentes religiões, seitas, filosofias ou visões do mundo), há espaço para muitos conceitos acerca da pessoa de Deus e de Jesus Cristo. Eles até defendem de que ele tenha nascido em Belém, mas não de que era o Cristo. Inclusive, muitos adeptos acreditam de que Jesus foi à Índia, ao Tibete e à Grécia, para aprender verdades místicas. 
    Não defendem acerca de sua ressurreição física, mas que Ele ascendeu a um reino espiritual mais evoluído. Quanto a salvação, eles são reencarnacionistas. Eles negam a presença do pecado, ao alegar que o problema da humanidade é a ignorância. O ser humano, o homem, é uma “fagulha” da divindade que precisa ser despertado para atingir a sua divindade. 
    Para eles, não há vida eterna, nem céu e, menos ainda, o inferno. Para seus adeptos, as reencarnações humanas ocorrem até que a pessoa alcance a unidade de Deus. Neste sentido, entendem de que Cristo está em todas as pessoas e de que todas as pessoas são “cristos potenciais”.

    . Hare Krishna: este movimento é conhecido como Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna (International Society for Krishna Conscious-ness: ISKCON) e é um tipo ortodoxo de hinduísmo vedantista . O seu fundador é A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. Esta abreviação refere-se a Abhay Charanaravinda, o nome que lhe foi dado na iniciação por seu mestre espiritual. O seu significado é “aquele que é destemido aos pés de lótus de Krishna”.
    Ele recebeu o título de Swami, cujo significado é “controlador dos sentidos”, no ano de 1959, quando aceitou a ordem renunciada de vida de Sannyasa. E a palavra Prabhupada é um título honorífico, cuja significação é “aquele que serve aos pés de Deus”. Seus seguidores o chamam de duas maneiras: como Bhaktivedanta Swami ou como Srila Prabhupada. O termo Srila é um título de honra que comporta o significado de“eminente”.
    Os seguidores e adeptos de Krishna identificam tudo como Deus; o homem é uma parcela da divindade. Nada há acima do ser humano, nem existe qualquer possibilidade de oração a Deus. Quanto a pessoa de Jesus, ele é mencionado como um mestre iluminado e vegetariano. Ele não é a encarnação de Deus. Uns consideram Jesus como sendo Krishna, enquanto outros como um grande Avatar (mestre). O Espírito Santo não é mencionado em sua doutrina.
    Como toda doutrina panteísta e reencarnacionista, a salvação ocorre pelo mérito próprio. Em relação a morte, aqueles que estão sem luz continuarão se reencarnando ininterruptamente (renascer na terra), levando-se em consideração as más ações de uma pessoa em sua vida passada. Eles seguem uma dieta vegetariana, onde são proibidos de comerem carne, peixe, ovos, álcool e drogas. A relação sexual só é permitida para a procriação, uma vez por mês.
    Os novos adeptos desta seita (sectários) passam a ter novos nomes e, muitas vezes, cortam seus relacionamentos familiares. Eles usam como prática o cântico de mantra Hare Krishna em público, a ioga, oferendas de alimentos e solicitação de doações. Eles apregoam o desapego acerca das coisas materiais, pelo abandono da sociedade, pelo sacrifício e renúncia a tudo o que é considerado normal pelo ser humano. 

. A Legião da Boa Vontade (LBV): na verdade, ela não é uma religião, mas sim, uma entidade ou instituição filantrópica, pois tem como forte característica, o abrigo e o acolhimento de milhares de crianças em todo o Brasil. Outro braço forte desta entidade, trata-se da distribuição do famoso prato de “sopa aos pobres”. Eles o fazem regularmente ao sair pela noite, distribuindo esta alimentação aos desabrigados e moradores de rua. Uma ação conhecida como “Ronda Solidária ou Ronda da Caridade”.
Quanto a esta obra ou caridade que realizam cotidianamente, não há o que questionar, haja vista que contribuem acerca do aspecto social, material e alimentício, para as pessoas menos favorecidas. No entanto, vale ressaltar no que eles acreditam e defendem. O seu fundador foi Alziro Zarur (Elias Davi Abraão) que dizia ser esta, a maior obra de todos os tempos. E acrescentava que ela tinha o propósito de restaurar o cristianismo primitivo que foi corrompido. 

Atos 2:42-45. E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister (necessário).
Eles declaram de que a Bíblia está repleta de erros, devido ao estado evolutivo dos seus autores. Ensinam aos seus adeptos de que a Sagrada Escritura contém muitas fábulas e lendas. E defendem que o livro de Deus é a Bíblia do Terceiro Milênio. Quanto a pessoa de Deus, eles são panteístas, igualmente aos seguidores do espiritismo Kardecista. Ou seja, eles acreditam de que “Deus é tudo e de que tudo é Deus”.
Em suas inúmeras literaturas, encontramos vários registros acerca da pessoa de Jesus, mas negam a sua divindade, negam a sua morte vicária (substitutiva), negam que Ele encarnou, isto é, se fez carne (teve um corpo físico) e negam o seu nascimento virginal. Numa destas literaturas, chegam a afirmar de que Jesus viveu noutro mundo, vindo a desenvolver o seu Espírito de encarnação em encarnação, até chegar à unidade com o Pai.
No que diz respeito ao Espírito Santo, eles seguem a mesma linha de defesa dos espíritas Kardecistas, ao dizer que o Espírito Santo é uma falange (legião, bando, tropa) de espíritos puros e superiores, que habitam no mundo espiritual. Quanto a salvação eterna, afirmam de que a fé em Jesus não propicia salvação alguma. Para eles, somente se alcança a salvação, aquele que reencarnar inúmeras vezes e se purificar por meio de esforços pessoais.
Sobre a morte, eles não creem na ressurreição, isto é, a volta do espírito para o mesmo corpo, mas sim, na reencarnação. Depois da morte, ocorre o desprendimento da alma, que viaja em direção ao mundo dos espíritos, onde receberá instruções para evoluir e aguardar o tempo para reencarnar.
Os legionários não admitem a existência do céu e nem do inferno. Não acreditam em anjos, nem em demônios ou em Satanás. Não creem na ressurreição dos corpos, no julgamento após a morte e na possibilidade de perdão.

Conclusão

Poderíamos estender ainda mais o rol de tantas “religiões e seitas” espalhadas por este mundo, inserindo aqui, para nosso conhecimento, a Meditação Transcendental, a Igreja da Unificação, a Igreja Voz da Verdade, a Igreja Local de Witness Lee e, com certeza, tantas outras que desconhecemos. No entanto, como dissemos na introdução do artigo, extraímos da Enciclopédia Estudos de Teologia, algumas das mais conhecidas. 
    Apresentando de forma resumida, os pontos mais evidentes e que possuem conexão tanto numa como noutra, independentemente, se são consideradas por alguns historiadores e teólogos, como religiões ou seitas. 
Em nossa humilde interpretação, observamos que um e outro aspecto, que são defendidos por todas elas, realmente tem alguma similaridade, mas meramente estrutural (como se relaciona ou como está organizada).
    O nosso propósito ao apresentá-las, tenciona despertar o interesse daquela pessoa que não tem o hábito de ler, principalmente sobre assuntos religiosos ou teológicos, para conhecer as bases e princípios que são defendidos por cada uma destas religiões ou seitas. 
Desta forma, caso o leitor tenha interesse em se aprofundar acerca do tema, basta buscar literaturas específicas sobre aquela (s) religião (ões) que mais lhe despertou o interesse.