Pais: Missão Divina Com Muita Responsabilidade.

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A intenção e o propósito de escrever este artigo, jamais foi a de querer ensinar alguém como deve ser a sua conduta e procedência como pai (ou Mãe), mas de trazer algumas informações e experiências vividas, que podem ajudar a melhorar nesta missão que nos foi confiada pelo maior e único exemplo de Pai, o Deus Todo-Poderoso.

Tenho dito e defendo, que ser meramente pai de uma criança, não é tarefa tão difícil. Esta afirmativa está fundamentada acerca de se ter uma boa relação sexual e, como resultado, o surgimento da gravidez. Em ocorrendo isso, automaticamente, o homem que participou deste ato sexual, passa a ser Pai. Entretanto, isto não quer dizer, que este mesmo individuo irá corresponder e atuar como se espera, de um “verdadeiro” Pai.

Na atualidade, temos acompanhado muitos problemas que ocorrem na base familiar, principalmente pela ausência paterna. Dito em outras palavras, a criança e o pré-adolescente tem a identificação de seu pai dentro de casa, na composição de sua família, mas não a TEM com a postura e a procedência que se faz necessária no relacionamento familiar e conjugal. Aproveitando-me de uma fala muita conhecida popularmente: “Cada um no seu Quadrado”! Ou seja, cada um dos cônjuges, tem funções especificas dentro de uma constituição familiar.

Muitas das vezes, a esposa (e mulher) é quem está ocupando e atuando nas duas funções. Como já ouvimos algumas pessoas dizerem: elas são os verdadeiros “Pães” – atuam como Pai e Mãe! E não são poucos os casos em que isso acontece, isto é, o pai (e homem) é omisso e deixa que a sobrecarga recaia totalmente nas costas de sua mulher. Vale lembrar para os leitores, que no passado existia a figura do Pater-Família (o homem), que era responsável pelo sustento da casa e, simultaneamente, era quem tomava todas as decisões sobre assuntos relacionados a sua família. Enquanto que recaia sobre a pessoa de sua esposa (e mulher), todos os afazeres domésticos e instruções educacionais.

Os tempos passaram e, graças a Deus, muitas coisas sofreram mudanças! E por falar em mudanças, vale registrar que elas tanto trazem resultados bons (positivos) e ruins (negativos). Somente para efeito de registro e lembrança, uma das questões positivas advindas com o avançar dos anos (a modernidade), foi o ingresso da figura feminina no mercado de trabalho. Mas, ao mesmo tempo, uma que atribuímos como sendo negativa, em relação a este avanço sociofamiliar, foi quanto aos cuidados dos filhos (crianças/pré-adolescentes), que passaram a receber um ensino e instrução dos avós ou de pessoas estranhas à família (pessoas contratadas).

Em nossos dias, quando o Pai é omisso em sua função e responsabilidade (não estou excluindo a atuação da Mãe), provavelmente pode haver um “desequilíbrio” familiar e conjugal. Além de comprometimentos futuros que podem surgir em seus filhos! Como disse no inicio do artigo, não estou doutrinando ninguém acerca deste tema, mas passei por esta triste experiência, quando trabalhei por um período aproximado de 20 anos em escalas de serviço, muitas das vezes, bem distante de casa. Assim, a sobrecarga recaía sobre minha esposa, na condução de nosso primeiro filho (Cadu).

No entanto, já tendo esta consciência, eu aproveitava meus poucos dias de folga, para dar “momentos de qualidade” ao meu filho. Com isso, jogávamos bola, íamos a praia, assistíamos desenhos animados, levava aos parques de diversão e cinema, o ensinei a andar de bicicleta, primeiro com rodinhas laterais, entre outras coisas. Durante os 4 anos do curso de direito, em que minha esposa frequentava no período noturno, íamos ao Parque Moscoso todas as noites da semana.

Com seus 5 anos de idade, o coloquei na aula de natação com o Tio Beto, numa academia próximo da Rua 7 de Setembro, em Vitória/ES. Anos depois, o matriculei no curso de inglês do IBEUV bem perto desta academia. Aos 12 anos de idade, o coloquei no futebol de areia com o Tio Robson, no campo do Parque Moscoso, no Centro de Vitória/ES. O mais interessante de tudo isso, é que eu e minha esposa revezávamos, para estarmos sempre o acompanhando nestas atividades.

Outra coisa de muita importância para uma criança e pré-adolescente, prende-se ao fato de os pais não deixarem de comparecer aos eventos e datas festivas da escola, sempre que forem convidados (Dia dos Pais, das Crianças etc.). Que possam fazer o (im) possível para não faltarem. Guardem bem isso: Não tem coisa pior para uma criança, quando um “coleguinha” de turma ou de sua sala de aula pergunta: – Cadê os seus pais; eles não vão vir?

Na maioria das vezes, esta criança poderá dizer como resposta: – Não, eles estão trabalhando! Ou, numa outra perspectiva, ela poderá inventar uma desculpa ou mentira, para tentar diminuir a sua tristeza. Não adianta encher os filhos de presentes, para tentar substituir algo que é insubstituível: a sua presença e participação com eles!

Dentro deste contexto, tem uma história que ouvi faz muito tempo, mas não sei se é verídica (acredito que sim) e de quem é a sua autoria. Vou tentar resumi-la para não ser muito prolixo (usar palavras em demasia):

 

Um diálogo entre uma criança e o seu pai!

– Pai, posso te fazer uma pergunta?

– Claro, filho, o que é?

– Pai, quanto você ganha em uma hora no seu serviço?

– Isso não é da sua conta, por que você pergunta uma coisa dessas?

– Eu só quero saber. Por favor me diga, quanto você ganha em uma hora de serviço?

– Se você quer mesmo saber, eu ganho R$ 100 por hora.

– Pai, o Senhor pode me dar R$ 50? O Pai ficou muito furioso!

– Para que você quer este dinheiro? Para comprar mais um brinquedo ou alguma coisa sem sentido? E o mandou direto para o seu quarto e o advertiu acerca desta atitude egoísta.

O menino foi calado para o seu quarto e fechou a sua porta. O Pai sentou e ficou mais nervoso sobre a pergunta de seu filho. Como ele ousa fazer tais perguntas só para conseguir algum dinheiro?

Passado cerca de uma hora, ele tinha se acalmado e começou a pensar: Talvez houvesse algo que realmente ele precisasse comprar com esses R$ 50. Ele nunca foi de me pedir dinheiro. O Pai foi até a porta do quarto de seu filho e abriu a porta.

– Está dormindo, meu filho?

– Não pai, estou acordado.

– Estive pensando, talvez eu tenha sido muito duro com você, pois tive um longo dia e não deveria ter descontado meu estresse em você. Aqui estão os R$ 50 que você pediu. O Filho se levantou sorrindo.

– Obrigado, pai! Ele foi em seu travesseiro e pegou alguns trocados amassados. O Pai viu que ele já tinha algum dinheiro e se enfureceu novamente. O menino lentamente contou o seu dinheiro e em seguida olhou para seu pai.

– Filho, por que você quer mais dinheiro se você já tem?

– Porque eu não tinha o suficiente, Pai, mas agora eu tenho. E ele falou

– Papai, agora eu tenho R$ 100 e posso comprar uma hora do seu tempo? Por favor, venha ficar um pouquinho comigo amanhã? O Pai ficou “desarmado e destruído” e colocou os braços em volta de seu filho, abraçou-o e pediu-lhe por seu perdão.

 

Esta história retrata fielmente, sobre um tema social e familiar que o chamamos de “ausência paterna”, que vem sendo praticada por muitos Pais na atualidade, estando tão focados em seus afazeres trabalhistas e, ás vezes, gananciosos pela aquisição de riquezas materiais (bens/posses), que acabam se esquecendo de algo muito mais importante e valioso: a proteção, os cuidados, o amor e a afetividade com seus filhos (viver momentos prazerosos juntos).

Lembrem-se Pais: Não devemos deixar o tempo passar através dos nossos olhos, sem ter passado algum tempo com aqueles que realmente importam para nós e, muitas das vezes, estão pertinho de nossos corações: – A Nossa Família!!!

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