Você teria coragem de repreender alguém ou é Deus quem julga?

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Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.  – 2 Timóteo 4:1,2

Como você se sente hoje ao ler esse texto bíblico, em uma carta do apóstolo Paulo a Timóteo, seu discípulo?

Você teria coragem de corrigir e repreender alguém da sua igreja?

Ou teria medo de fazer porque sabe que o membro poderia vai sair por causa da repreensão ou correção?

Ou, talvez, você mesmo seria repreendido com outro texto: “Não julguem, para que vocês não sejam julgados, do evangelho de Mateus 7:1?

O meio gospel tem sido julgado por defender a Bíblia e colocar claramente os pecados de adultério, pedofilia, apostasia, falsa doutrina, mentira, falsa profecia, imoralidades sexuais.

O caminho mais curto de grande parte dos evangélicos é dizer que “Deus é quem vai julgar. Ele é quem é o juiz”.

O relativismo cultural e o progressismo têm entrado no meio da própria igreja com as suas doutrinas e transformado a forma de pensar de muitos líderes e membros de igrejas, a ponto de defenderem a mudança de textos clássicos da Bíblia, condenarem o conservadorismo bíblico e até organizarem versões mais atuais das Escrituras que moldem aos padrões atuais do mundo.

Diferente, é claro, do que apregoa o apóstolo Paulo quando escreveu: “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” – Romanos 12:2 – ACF

O que ocorre é que grande parte, por desconhecimento ou comodismo, prefere misturar julgamento com exortação.

Julgar é condenar, mas exortar é estimular e animar alguém a não cometer o mesmo pecado porque é contrário a sã doutrina da Palavra.

No livro de Hebreus, que eu considero uma pequena Bíblia, há um texto que merece nossa análise: “Pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado. “– Hebreus 3:13

E o outro grande engano é defender que Jesus veio salvar a todos como uma regra geral; o que não tem respaldo bíblico.

A salvação, é claro, está à disposição de todos, mas afirmar que todos serão salvos é contrariar algumas máximas bíblicas, dentre elas: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.”  – Mateus 7:13,14; ou ainda, outra “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.”  – Mateus 7:21.

A perspectiva da salvação em Jesus é oferecida a todos, mas não significa que todos serão salvos, portanto a doutrina dos universalistas cai por terra, bastando ler a Bíblia com mais atenção.

Em Mateus 22:14, o próprio Jesus nos diz que “muitos são chamados, mas poucos escolhidos.”

Deus deseja que todos sejam salvos, isso é bíblico; mas, também é bíblico de que nem todos serão salvos.

Aos salvos, pouco antes de Sua morte, ressurreição e ascensão Jesus prometeu: “Não se turbe o vosso coração: credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou estejais vós também” (João 14:1-3).

Nos encontraremos nesse lugar em nome de Jesus.\

Pr. Adilson Neves

Escritor e Sênior da Comunidade Shekinah | Brusque | SC